Estudo da FMB/Unesp e HC de Botucatu é publicado em revista científica mundial

Alvo de reportagem da TV Globo, um estudo desenvolvido por docentes da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB|Unesp) e médicos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) foi publicado no New England Journal of Medicine, revista científica de elevada importância em todo o mundo.

Denominado “Coalizão COVID-19 Brasil V – Estudo COPE”, o projeto comprovou a ineficácia da hidroxicloroquina em pacientes com sintomas moderados ou graves de COVID-19. Mais de 600 pacientes foram analisados durante o projeto de pesquisa (ensaios clínicos randomizados, o melhor nível de evidência na ciência médica para descobrir quais medicações funcionam ou não contra o novo Coronavírus).

“Os resultados que foram publicados mostraram que os pacientes que usaram a hidroxicloroquina não tiveram proteção, benefício, em relação àqueles que usaram o placebo”, afirmou o professor Alexandre Naime Barbosa, do Departamento de Infectologia, Dermatologia, Diagnóstico por Imagem e Radioterapia da FMB|Unesp.

Assista a reportagem exibida pela TV Globo: https://www.youtube.com/watch?v=CNu3U10yZbs&feature=youtu.be

E agora?

Os pesquisadores da Faculdade e do Hospital permanecem liderando trabalhos que tem a finalidade de verificar a eficácia ou não da hidroxicloroquina em pacientes com COVID-19. “Estamos procurando pessoas que tenham sintomas leves ainda, ou seja, pessoas que estão em casa, sem necessidade de hospitalização, porque a ideia é verificar se ela (hidroxicloroquina) evita esse agravamento da COVID-19”, disse o médico infectologista do HCFMB, Dr. Ricardo de Souza Cavalcante.

A Evolução da doença

Por se tratar de um vírus novo, os pesquisadores têm avaliado a forma de disseminação e comportamento da doença. “Aqui em São Paulo, a doença chegou primeiro na Grande São Paulo, depois ela saltou por grandes rodovias para centros regionais importantes e dali se disseminou…a medida em que a doença se interioriza em São Paulo, atinge uma população mais idosa e que mora mais distante dos grandes centros de saúde. O risco de elas (pessoas) serem tratadas com medicamentos não comprovados cientificamente aumenta e o risco de morte aumenta também”, explicou o professor Carlos Magno C. B. Fortaleza, membro do Centro de Contingência do Coronavírus no Estado de São Paulo.