Dezembro Laranja: tudo o que você precisa saber sobre o câncer de pele

Saúde
Dezembro Laranja: tudo o que você precisa saber sobre o câncer de pele 02 dezembro 2021

O câncer de pele é o mais frequente no Brasil, com estimativa de cerca de 177 mil novos casos neste ano, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Correspondente a 30% dos tumores registrados no país, tem baixa mortalidade, mas, se não for tratado na fase inicial, pode causar mutilações. 

Existe ainda melanoma, um dos tipos de mais agressivos de câncer de pele, pois tem grande probabilidade de metástases, que é a disseminação da doença para outros órgãos. No entanto,  o prognóstico do melanoma é positivo e até curável, quando detectado e tratado precocemente.   

Fatores de risco

Quase todos os tipos de câncer de pele estão diretamente relacionados à exposição aos raios solares, especialmente durante a infância e adolescência, já que os raios ultravioleta têm efeito acumulativo na pele. 
Também apresentam maior risco de desenvolver a doença, quem trabalha sob exposição direta ao sol ou aqueles que se expõem à radiação artificial (como câmaras de bronzeamento).

Pessoas de pele e olhos claros, com histórico da doença na família ou com doenças cutâneas prévias estão no grupo de risco.  

Sintomas

As áreas mais comuns para o surgimento de câncer de pele são as que ficam mais expostas ao sol, como o rosto, pescoço, orelhas e braços. Manchas que coçam, sangram ou descamam e feridas que não cicatrizam em até quatro semanas, podem ser sintomas da doença. 

Já o melanoma, pode surgir em qualquer parte da pele e pintas pretas são sinais de alerta. A regra do ABCDE pode ajudar a detectar lesões suspeitas: A de Assimetria — um lado da pinta é diferente do outro;B de Bordas irregulares — contorno que não seja circular ou oval;C de Cores variadas —  tons de marrom, preto, branco ou vermelho na mesma pinta;D de Diâmetro — maior que seis milímetros (área comparada à espessura de um lápis);E de Evolução — alterações de uma pinta com o passar do tempo.

Prevenção 

A principal medida preventiva de qualquer tipo de câncer de pele é a proteção contra os raios do sol (ultravioleta), portanto, recomenda-se evitar a exposição solar entre 10h e 16h, procurar sempre locais com sombra e usar roupas que cubram a pele, sombrinhas e chapéus. Também é imprescindível o uso diário de protetor solar, mesmo em dias nublados. O fator de proteção recomendado é a partir do número 30, devendo ser reaplicado na pele, e também nos lábios, sempre que houver transpiração ou contato com água, ou a cada duas horas.   

Tratamento

A maioria dos tipos de câncer de pele tem indicação da cirurgia como tratamento, para remoção da área afetada. Em alguns casos, a depender do estágio da doença, podem ser necessários ciclos de quimioterapia ou radioterapia.  Lesões precursoras do câncer de pele e tumores superficiais em fase inicial podem ser tratados com a Terapia Fotodinâmica, que consiste na aplicação de um medicamento na pele que reage a uma luz vermelha emitida  por equipamento específico. 

Serviço

Há 14 anos, o Hospital Amaral Carvalho mantém o Programa de Prevenção do Melanoma, que orienta a população da cidade e da região sobre esse e outros tipos de câncer de pele. Com posto fixo localizado na Rua Rui Barbosa, 374 – Jaú/SP, o serviço realiza avaliação da pele gratuitamente em pessoas com lesões suspeitas, que são encaminhadas para tratamento no próprio hospital se detectada a doença. 

A Instituição é pioneira na utilização da Terapia Fotodinâmica (TFD) para tratamento de câncer de pele em fase inicial. O HAC participou do desenvolvimento dos protótipos em parceria com o Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo, e disponibiliza o TFD para pacientes do Sistema Único de Saúde desde 2008, com ótimos resultados. 

Desde 2020, com a pandemia, a equipe do Departamento de Pele desenvolveu um estudo com apoio do Instituto de Física da Ufscar que testa o uso do PDT Home, equipamento portátil que usa a mesma tecnologia do PDT, com a possibilidade da conclusão do tratamento em casa, já que o paciente pode levar consigo o dispositivo. 

 Desde 2020, com a pandemia, a equipe do Departamento de Pele do HAC desenvolveu, em parceria com o Instituto de Física da Ufscar, um equipamento portátil que usa a mesma tecnologia da TFD, com a possibilidade da conclusão do tratamento em casa, já que o paciente pode levar consigo o dispositivo. No momento, um estudo clínico está avaliando a eficácia desta modalidade de tratamento para alguns tipos de câncer de pele.

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