16 agosto 2026
Doença causada por fungos pode atingir animais e seres humanos; feridas que não cicatrizam estão entre os principais sinais de alerta nos gatos

A Secretaria Municipal de Saúde de Botucatu, por meio da Vigilância Ambiental em Saúde, acompanha cinco casos de esporotricose identificados em gatos no município. Diante das ocorrências, o órgão reforçou as orientações para identificação dos sintomas e prevenção da transmissão da doença.
A esporotricose é uma micose causada por fungos que pode atingir animais e seres humanos. Os gatos exigem atenção especial porque podem apresentar grande quantidade do fungo nas lesões, aumentando o risco de transmissão por arranhões, mordidas e contato com feridas e secreções.
Apesar do alerta, a doença tem tratamento e cura. A identificação precoce dos casos e a adoção dos cuidados adequados são importantes para proteger os animais e as pessoas e reduzir a possibilidade de disseminação.
Feridas que não cicatrizam são sinal de alerta
Nos gatos, um dos principais sinais da esporotricose é o surgimento de feridas que não cicatrizam, especialmente no rosto e nas patas. As lesões podem aumentar de tamanho ou aparecer em outras regiões do corpo.
Outros sintomas possíveis incluem perda de apetite, emagrecimento, espirros, secreção nasal e alterações no comportamento ou no estado geral de saúde.
Ao identificar feridas ou alterações suspeitas, a recomendação é não manipular diretamente as lesões e procurar avaliação de um médico-veterinário.
Como ocorre a transmissão?
Os gatos podem entrar em contato com o fungo por meio de matéria orgânica em decomposição presente no ambiente ou durante brigas e contato com outros animais infectados.
Por isso, uma das principais medidas preventivas é impedir que os gatos tenham livre acesso às ruas. A castração também contribui para diminuir comportamentos relacionados a fugas, disputas territoriais e brigas.
Nos seres humanos, a transmissão relacionada aos gatos ocorre principalmente por arranhões, mordidas, lambeduras ou contato direto com feridas e secreções de animais infectados.
Também pode ocorrer transmissão pelo ambiente, especialmente quando o fungo entra na pele por meio de ferimentos provocados por materiais contaminados, como espinhos e lascas de madeira.
Sintomas em seres humanos
Nas pessoas, a esporotricose pode começar com pequenos nódulos avermelhados que evoluem para feridas, principalmente nas mãos, braços, pés, pernas e rosto. Em determinados casos, novas lesões podem surgir acompanhando o trajeto dos vasos linfáticos.
Dores articulares e febre também podem ocorrer.
Quem apresentar lesões suspeitas, principalmente após contato com um gato doente ou com feridas, deve procurar a Unidade de Saúde mais próxima para avaliação.
O tratamento da esporotricose em seres humanos está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Embora tenha cura, a doença precisa ser diagnosticada e tratada corretamente, já que pode apresentar formas mais graves em determinadas situações.
Cuidados para prevenção
Entre as recomendações estão manter os gatos dentro de casa, evitar o acesso livre às ruas, manter os animais castrados e observar regularmente a pele e o estado de saúde dos pets.
Em caso de feridas suspeitas, o contato direto deve ser evitado e o animal precisa passar por avaliação veterinária. Animais doentes ou com suspeita da doença não devem ser abandonados.
Após arranhões ou mordidas, a orientação é higienizar imediatamente o local. Caso apareçam lesões na pele, a pessoa deve procurar atendimento em uma Unidade de Saúde.
A Vigilância Ambiental em Saúde de Botucatu informou que segue acompanhando os cinco casos e realizando as ações de vigilância necessárias. Segundo o Município, a identificação precoce, os cuidados responsáveis com os animais e a procura pelo atendimento adequado são fundamentais para interromper possíveis cadeias de transmissão.
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