Setor de Vigilância Epidemiológica de São Manuel intensifica ações de prevenção à Febre Amarela

 

O setor de Vigilância Epidemiológica, da Diretoria de Saúde de São Manuel, intensificou as ações de prevenção da Febre Amarela no município. De acordo com os dados da Enfermeira Vanessa Anizi, no período de 02 a 22 de fevereiro de 2017, a equipe visitou 55 fazendas, administrou 165 doses da vacina e checou 497 carteiras de vacinação.

Em São Manuel, não há casos suspeitos da doença, no entanto há 4 municípios do estado de São Paulo com ocorrências confirmadas (Ribeirão Preto, Américo Brasiliense, Batatais e Santa Cruz do Rio Pardo). Outros 10 municípios paulistas apresentam suspeitas da doença, sendo cinco com distâncias menores a 150km de São Manuel, são eles: Bauru, Itatinga, Matão, Dourado e Lupércio. Os municípios de Rincão, Tupã, Olímpia, Lins e São Carlos também registraram casos de suspeitas da Febre Amarela.

A Diretoria de Saúde comunica que as atividades de intensificação de prevenção da Febre Amarela continuam. Os munícipes que não se vacinaram devem procurar um Posto de Saúde com a carteira de vacinação para a administração da primeira dose e o agendamento da segunda.

A febre amarela no Brasil

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo existe uma ocorrência endêmica, principalmente na região amazônica. Fora da região amazônica, surtos da doença são registrados esporadicamente quando o vírus encontra uma população de susceptíveis (pessoas não vacinadas).

A ocorrência de casos humanos tem sido compatível com o período sazonal da doença (dezembro a maio), entretanto foram observadas o vírus da Febre Amarela em primatas não humanos (PNH) em períodos considerados de baixa ocorrência, um indicativo de que as condições para transmissão da febre amarela estão favoráveis e que são necessários esforços adicionais para as ações de vigilância, prevenção e controle da doença.

O Brasil registrou casos de febre amarela silvestre em regiões turísticas dos estados de Goiás e Mato Grosso do Sul e também em áreas do Pará, Tocantins, Distrito Federal, Minas Gerais e São Paulo. Os órgãos públicos de saúde alertam que a proximidade com regiões urbanizadas e a elevada densidade populacional nesses locais colocam em alerta os sistemas de vigilância e suscitam a intensificação das ações.