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Imagens feitas na Estação Ecológica de Barreiro Rico em Anhembi confirmam a reprodução da espécie na região. Área de preservação, que também abrange Botucatu, não registra incêndios florestais desde 2018.

Foto: Fundação Florestal/Estação Ecológica de Barreiro Rico/Divulgação.

Um registro considerado raro pela Fundação Florestal revelou uma cena especial da vida silvestre na região de Botucatu. Uma fêmea de lobo-guará foi flagrada acompanhada por três filhotes na Estação Ecológica de Barreiro Rico, localizada no município de Anhembi, entre os rios Piracicaba e Tietê.

As imagens representam um importante indicativo da preservação ambiental na região, já que o lobo-guará é conhecido por seu comportamento solitário e pela dificuldade de ser observado na natureza, especialmente quando acompanhado de filhotes.

De acordo com informações da Fundação Florestal, órgão vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), a presença da espécie tem sido cada vez mais documentada na unidade de conservação.

Desde 2020, mais de dez lobos-guarás foram registrados em diferentes pontos da reserva, demonstrando a importância da área como habitat para esses animais.

Espécie de hábitos solitários

O lobo-guará é considerado o maior canídeo da América do Sul. Sua aparência é marcada pela pelagem avermelhada, pernas compridas e focinho estreito, características que favorecem seus deslocamentos por áreas abertas, como campos e savanas.

Apesar do porte, é um animal de comportamento reservado, que costuma percorrer grandes distâncias em busca de alimento e abrigo.

Por isso, encontrar uma fêmea acompanhada por três filhotes é uma ocorrência incomum e representa uma evidência importante de que a espécie está se reproduzindo na região.

Área protegida abrange Anhembi, Botucatu e outros municípios

A Estação Ecológica de Barreiro Rico possui pouco menos de 300 hectares e integra um conjunto de áreas ambientalmente protegidas. Ao lado dela, a Área de Proteção Ambiental (APA) de Barreiro Rico ocupa mais de 30 mil hectares.

O território protegido se estende pelos municípios de Anhembi, Botucatu, Piracicaba e São Pedro, formando um importante corredor de preservação da biodiversidade.

Em uma região caracterizada pela presença de atividades agrícolas, como plantações de cana-de-açúcar, eucalipto, citros e mandioca, além de pastagens, essas áreas funcionam como refúgio para diversas espécies de animais e plantas.

Prevenção de incêndios contribui para preservação

Outro aspecto destacado pela Fundação Florestal é o trabalho de prevenção e combate aos incêndios florestais.

Segundo o órgão, a área protegida não registra focos de incêndio desde 2018, resultado de ações integradas envolvendo órgãos públicos, empresas, brigadistas e proprietários rurais.

O gestor da unidade, João Marcelo, destaca a importância dessas iniciativas para a proteção da fauna e da flora. Entre as medidas adotadas estão rondas preventivas e campanhas de conscientização voltadas à redução do risco de queimadas.

O flagrante da loba-guará com seus três filhotes reforça a relevância da conservação dos ambientes naturais e da manutenção de áreas protegidas para a sobrevivência e reprodução da fauna silvestre no interior paulista.

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