Preso que engoliu celular é operado em ano com recorde de ocorrências deste tipo nos presídios da região

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Preso que engoliu celular é operado em ano com recorde de ocorrências deste tipo nos presídios da região 22 julho 2022

Neste ano, mais de 100 presos foram flagrados nessa situação em que são chamados de “barrigueiros”

Em um ano marcado por recorde de casos de “barrigueiros” nas unidades prisionais de Bauru, a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) informou, na quarta-feira (20), que mais um detento do Centro de Progressão Penitenciária “Dr. Alberto Brocchieri” (CPP 1) precisou ser submetido a cirurgia para retirada de um minicelular do estômago.

O termo “barrigueiro” é utilizado no meio prisional para designar os detentos que engolem objetos como drogas ou componentes eletrônicos para tentar entrar em penitenciárias com esse material dentro do corpo.

No caso mais recente, o detento retornava de um trabalho externo no último dia 28 de junho, quando foi flagrado pelos agentes de segurança do CPP 1 com um minicelular no estômago. O aparelho foi descoberto durante revista realizada com ajuda do escâner corporal.

No caso mais recente, um celular foi retirado do estômago de um preso do CPP 2 após cirurgia feita no Hospital de Base — Foto: SAP/Divulgação

Como o preso não conseguiu expelir o produto eletrônico naturalmente, ele precisou ser encaminhado a uma unidade de saúde, sendo transferido para o Hospital de Base (HB), onde passou por intervenção cirúrgica na última sexta-feira (15).

Ele já recebeu alta médica e retornou ao estabelecimento penal. O aparelho celular foi apreendido e levado à Polícia Civil para registro de boletim de ocorrência.

Mais de 100 casos no ano

Casos extremos desse tipo, com necessidade de intervenção cirúrgica, têm se tornado mais comum neste ano. Também cresceu a quantidade de situações em que o material engolido é expelido naturalmente, sem necessidade de cirurgia.

No início deste mês, como reflexo da “saidinha” para o feriado de Corpus Christi, já eram cinco presos operados para retirada de celulares e drogas do corpo, apenas no Centro de Progressão Penitenciária “Dr. Eduardo de Oliveira Vianna” (CPP 2).

Um levantamento feito pela SAP mostra que 2022 já registra em quase sete meses mais casos de “barrigueiros” do que todo o ano de 2021, quando foram contabilizados 83 presos que engoliram objetos ilícitos para tentar voltar aos presídios.

Segundo a SAP, apenas neste ano, 105 presos foram flagrados com objetos no estômago tentando entrar nas unidades do município, seja no retorno de um trabalho externo, seja na volta das chamadas “saidinhas”, situações permitidas a detentos do sistema semiaberto.

Os CPPs 1 e 2 dominaram os casos de “barrigueiros” neste ano, com 52 presos em cada unidade flagrados. O CPP 3 teve apenas um registro este ano, contra dois casos em 2021.

Em relação a 2021, um grande aumento de casos aconteceu no CPP 1, que teve 23 episódios de “barrigueiros” no ano passado contra 52 casos em 2022 – uma alta de 126%.

Já no CPP 2, o número deste ano ainda é menor que o de 2021, mas com tendência de superar a marca de 2021: foram 58 casos no ano passado contra 52 neste ano, uma redução de pouco mais de 10%.

Ainda de acordo com a SAP, em balanço divulgado no início de julho, já haviam sido aprendidos cerca de 20 minicelulares e quase 500 porções de drogas, entre maconha e cocaína.

Em todos esses casos, a direção da unidade instaura procedimento interno disciplinar, que geralmente termina com a regressão do detento do regime semiaberto para o regime fechado.

Fonte: g1

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