Prefeito interino é eleito em pleito suplementar com candidato único em Bofete

O prefeito interino de Bofete, Osvaldo Ângelo Alves (PSDB), foi eleito para comandar o executivo até o ano que vem, quando serão realizadas novas eleições municipais. Osvaldo era o único candidato na eleição suplementares realizada neste domingo (1º).

O novo pleito foi marcado após a cassação do mandato do prefeito Dirceo Antonio Leme de Melo (PTB) pela Câmara, em fevereiro de 2018, em razão de irregularidades envolvendo a contratação e pagamento de serviços e materiais durante seu primeiro ano de governo.

Desde setembro, Osvaldo comandava a prefeitura interinamente após a cassação do prefeito Dirceo Antônio Leme de Melo (PTB).

Como Osvaldo era o único candidato ele só precisava de um voto válido para se eleger, já que segundo a legislação eleitoral os votos brancos e nulos não são contabilizados. O candidato foi eleito com 3.526, o que corresponde a 78,20% dos votos válidos.

“Nós conseguimos unir toda a classe política nessa minha candidatura em prol de Bofete, deixando de lado o ego político em favor da população”, afirmou o prefeito após a votação.

Dos 7.718 eleitores aptos para votar, 4.509 compareceram às urnas, o que corresponde a 58,42% dos eleitores da cidade. A eleição foi a primeira municipal totalmente digital no estado de São Paulo. Isso porque, com a implementação do Processo Judicial Eletrônico (PJE), o registro de candidatura e de prestação de contas passam a ser realizados apenas de forma digital.

No entanto, foi a biometria que causou confusão entre os eleitores durante o domingo. É que muitos eleitores que fizeram o cadastramento biométrico foram remanejados de seção nesse novo sistema e não sabiam.

Quando chegaram na escola para votar tiveram que ir para outro domicílio eleitoral. Foi o que aconteceu com a produtora Maria Helena Batista. Mas, nada que tirasse dela aquela sensação boa de cumprir com o dever de cidadã. “É um direito e um dever nosso como cidadão. Enquanto viver nós temos que votar.”

Entenda o caso

Em outubro de 2017, a Câmara de Vereadores abriu uma comissão processante para investigar indícios de irregularidades da administração municipal.

Em fevereiro do ano passado, a Câmara de Bofete acatou o relatório da comissão e aprovou a cassação do prefeito. Entre as suspeitas de irregularidades apuradas, estavam a contratação de serviços, aquisição de bens e emprego indevido de verbas públicas.

Mas o processo de cassação foi suspenso e, para comemorar a decisão, uma carreata foi realizada na cidade. Durante o evento, o prefeito e alguns apoiadores dançaram o refrão do hit “Que Tiro Foi Esse?”, da cantora Jojo Todynho.
Em abril deste ano, o ex-prefeito chegou a ser afastado novamente por uma decisão tomada a pedido do Ministério Público.

Na época, o presidente da Câmara de Vereadores de Bofete, Osvaldo Ângelo Alves (PSDB), também assumiu o cargo durante o período, já que o vice-prefeito eleito na chapa de Leme, Elias Antunes, havia renunciado ao cargo. No entanto, em dois dias, a Justiça aceitou uma liminar permitiu que Leme reassumisse o cargo.

Agora, o juiz entendeu que o processo de cassação contra o prefeito respeitou a lei e cassou a liminar que o mantinha no cargo.

Fonte: G1