15 janeiro 2026
Mais de 40 serpentes e 264 ovos foram apreendidos em Assis na Operação ‘Corn Snake’; animais foram levados ao Cevap, em Botucatu

Uma operação conjunta da Polícia Civil e da Polícia Militar Ambiental desmontou um esquema de criação e comercialização ilegal de animais exóticos no interior de São Paulo. A ação, batizada de Operação Corn Snake, resultou na apreensão de 41 serpentes da espécie corn snake (cobra-do-milho) e 264 ovos, na manhã desta quarta-feira (14), em Assis.
As investigações começaram após uma denúncia sobre o envio de animais vivos por meio de encomendas dos Correios, em Bauru. As remessas teriam saído de Assis com destino a Florianópolis (SC). Em uma das encomendas, duas serpentes foram localizadas, o que levou a polícia a aprofundar a apuração.
Durante a investigação, os agentes constataram que o remetente utilizava dados falsos para realizar as postagens. O suspeito foi identificado, assim como o imóvel usado para manter, preparar e despachar os animais de forma irregular. No local, alvo de mandados de busca e apreensão, as equipes encontraram 36 cobras adultas, cinco filhotes e 264 ovos, armazenados em incubadoras artesanais. Os animais eram mantidos em pequenas caixas e vendidos para outros estados.
Todo o material apreendido foi encaminhado ao Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos (Cevap), em Botucatu, onde passará por avaliação técnica especializada. Um homem de 39 anos foi detido e levado à Central de Polícia Judiciária de Assis. Ele também foi autuado administrativamente e multado em R$ 20,4 mil por crime ambiental.
Espécie exótica e invasora

A corn snake (Pantherophis guttatus) é uma serpente não peçonhenta, originária da América do Norte, comum nos Estados Unidos e no México. A espécie pode chegar a 1,5 metro de comprimento e viver entre 15 e 20 anos. Apesar de ser considerada dócil e bastante popular no comércio internacional de animais de estimação, sua criação e comercialização no Brasil sem autorização dos órgãos ambientais é proibida.
Especialistas alertam que, por encontrar condições favoráveis de clima, abrigo e alimento, a espécie é considerada exótica e invasora, podendo causar desequilíbrio ambiental caso seja solta ou escape para a natureza.
O Ibama reforça que quem possui animais exóticos legalizados e não deseja mais mantê-los deve procurar os órgãos ambientais competentes. A soltura irregular desses animais é crime ambiental e pode gerar impactos graves ao meio ambiente.











