Moradora de Jaú doa máscaras em varal improvisado no portão de casa: ‘Se você não tem, pegue aqui’

Suely Machado buscou ajudar de forma simples quem não pode comprar uma máscara contra o coronavírus. Por dia, cerca de 50 produtos são fabricados para serem doados ou vendidos.

A solidariedade foi a forma que Suely Machado, moradora de Jaú (SP), de 64 anos, encontrou para ajudar quem não tem condições e, ao mesmo tempo, evitar a propagação do coronavírus doando máscaras.

Ao G1, ela explica que a ideia surgiu por conta do grande número de máscaras que começou a ser produzido por ela e pela irmã durante o período de quarentena.

“Doamos e vendemos as máscaras. As que eu vendo, todo o dinheiro é arrecadado para a Associação Protetora dos Animais de Jaú, a Apaja. Já para as pessoas que não têm condições, decidi fazer um varalzinho no portão de casa e doar para quem não pode comprar”, comenta.

Moradora de Jaú doa máscaras em varal improvisado no portão de casa — Foto: Reprodução/Facebook

Suely conta que, por dia, chega a fabricar 50 máscaras junto com a irmã. “Recebo muitas encomendas. Algumas pessoas me mandam o tecido, outras me pedem para comprar. Nestas, eu preciso tirar o dinheiro da produção para conseguir arcar.”

A ação repercutiu na internet. A publicação em uma página da cidade já teve, até esta segunda-feira (20), mais de três mil curtidas e 460 compartilhamentos. “Eu coloquei lá e nem vi que a minha filha tinha fotografado e espalhado pelos grupos. Aí o povo adorou e me parabenizou”, conta.

Suely e o marido, de 82 anos, estão em quarentena em Jaú (SP) — Foto: Suely Machado/Arquivo pessoal
Suely e o marido, de 82 anos, estão em quarentena em Jaú (SP) — Foto: Suely Machado/Arquivo pessoal

A fabricação das máscaras começou também para desenvolver uma atividade durante o isolamento social.

“Eu já mexia com artesanato e não estava aguentando mais ficar em casa sem fazer nada. Eu e o meu marido somos idosos, então eu precisava de alguma atividade para ocupar a cabeça. Foi então que eu e a minha irmã começamos a produzir juntas. Ela corta, faz a primeira costura e eu concluo a máscara”, explica Suely.

Até o momento, cerca de 15 máscaras já foram retiradas do “varal”. “Faço rosa, azul, estampada, sem estampa, de todos os jeitos. Me sinto muito bem em poder ajudar. É muito bom fazer o que gosta e ainda poder ajudar”, continua.

Fonte: G1