Homem que dirigiu na contramão e matou 4 pessoas em Bauru pega 11 anos de prisão

Foto: Romeu Neto/TV TEM

O motorista que causou um acidente com quatro mortes em julho de 2012, em Bauru (SP), foi condenado a 11 anos e três meses de prisão em regime fechado por homicídio doloso e lesão corporal após passar por júri popular no Fórum da cidade, nesta quinta-feira (6).

Por ser réu primário e já estar aguardando o júri em liberdade, o advogado de defesa terá direito de recorrer da decisão do tribunal em até cinco dias. Neste período, o motorista poderá aguardar em liberdade até o julgamento do recurso.

O julgamento de Davi Machado da Silva, de 60 anos, durou mais de 10 horas. O júri foi formado por sorteio e composto por seis homens e uma mulher.

Durante o julgamento, um policial militar interrogado como testemunha de acusação contou que, após o acidente, o réu estava com voz ‘pastosa’, cheiro forte de álcool e roupa amassada. Ele ainda se recusou a fazer o teste o bafômetro, mas admitiu ter ingerido bebida alcoólica.

Em 28 julho de 2012, o carro dirigido por Davi bateu de frente com outro veículo na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, próximo ao zoológico de Bauru (SP).

No carro de Davi estavam duas mulheres, uma delas morreu no local do acidente e foi identificada apenas como Iracema. A outra, Fabiana Duque da Silva, que tinha 18 anos na época, chegou ser socorrida, mas não resistiu após passar por uma cirurgia.

No outro carro tinham 5 pessoas e duas mulheres morreram no local. Larissa de Moura Franco da Rocha, que tinha 20 anos, e Chrissieli Zampieri de Moraes, que tinha 25, eram primas e moravam em Pederneiras.

Elas e outras pessoas estavam indo para uma festa de aniversário em Bauru quando o carro de Davi entrou na contramão na via e atingiu o veículo. Segundo as investigações da polícia na época, Davi dirigia embriagado e sabia que trafegava na contramão.

Ele chegou a ser preso em flagrante, mas quando ainda estava internado no hospital devido aos ferimentos do acidente a Justiça deu o alvará de soltura e ele responde ao processo em liberdade. Não há previsão para o término do Júri.

Fonte: Portal G1