Evandro Santo, ex-Pânico, relata agressão após show em Marília: ‘Homofobia e covardia’

O humorista Evandro Santo, ex-Pânico, relatou ter sido agredido na noite desta sexta-feira (18), em Marília (SP). A agressão, segundo o humorista, aconteceu logo após um show de comédia que ele apresentou em uma casa noturna na cidade.

Com uma foto onde aparece com o rosto inchado, o humorista usou as redes sociais para falar sobre o episódio. A postagem já teve mais de 16 mil reações no Facebook.

“Esta não é uma foto bonita e nem legal. Esta foto mostra o quanto devemos ter cuidado com pessoas com aparência “normal”, porque o ódio e a homofobia não tem cara.”

O agressor teria participado minutos antes de um quadro do show onde ganhou um selinho do humorista.

“Ele super aceitou bem, fez o Tinder, ganhou um selinho meu, deu risada assim como a moça ganhou um meu e deu risada. Saiu do palco de boa.”

Depois que o show acabou, ao sair do banheiro, o ator conta que foi surpreendido pelo rapaz e levou um soco no rosto.

“Saí tão passado que fui direto para o hotel. Não apanho desde os 13 anos de idade, por qualquer motivo.”

Humorista também disse que vai registrar um boletim de ocorrência na delegacia por conta da agressão.

Vou na delegacia fazer o B.0 e vou fazer todos os processos possíveis do mundo por agressão, homofobia e covardia. Por que o cara não me bateu no palco? Por que esperou eu ir no banheiro e estar sozinho?”, questionou.

Por telefone, a assessoria do humorista confirmou o ocorrido e disse que a agressão foi premeditada e incentivada pelo pai do rapaz, que não gostou da participação do filho no show.

A assessoria informou, ainda, que Evandro teve ferimentos no nariz e na boca e recebeu os primeiros socorros no local da agressão. O artista teria ido até a delegacia de Marília para fazer um boletim de ocorrência, mas recebeu a notícia de que teria que esperar quatro horas.

Ainda segundo a assessoria, como o ator tinha compromissos em São Paulo, decidiu não aguardar. Assim, a equipe informou que vai registrar o BO na capital e processar o agressor por homofobia e danos morais.

Já um dos sócios da cachaçaria onde o show foi realizado disse, por telefone, que não sabe o que motivou a agressão, mas que lamenta o ocorrido. Disse, ainda, que a empresa é contra qualquer tipo de violência e homofobia e que o rapaz foi retirado do local por amigos logo após a agressão.

O sócio também confirma que o artista perguntou em um determinado momento do show “tem alguém solteiro para subir no palco?” e que o suposto agressor se ofereceu para participar por livre e espontânea vontade.

Fonte: G1