Estudante de engenharia é preso suspeito de vender medicamentos manipulados falsos na web

Um estudante de engenharia civil de 23 anos foi preso na tarde desta quinta-feira (1º), em Lençóis Paulista (SP), suspeito de vender mais de 200 tipos de medicamentos manipulados falsificados pela internet.

Segundo o delegado Luiz Cláudio Massa, as investigações apontaram que o rapaz criava rótulos e embalagens com informações falsas e colocava cápsulas de vitamina C. Para vender, ele usava o nome de um farmacêutico de São Manuel e o endereço de uma farmácia de manipulação de Bauru.

Ainda segundo o delegado, a Polícia Civil começou a investigar quando um farmacêutico de São Manuel soube que estavam usando o nome dele para vender remédios na web.

A mulher do farmacêutico, então, ligou para o suspeito se passando por uma cliente, pediu um dos medicamentos, mas alegou que queria comprar sem ser pela internet.

O estudante, então, indicou o endereço de uma farmácia, em Lençóis Paulista. Contudo, a polícia descobriu que nessa farmácia o jovem encomendava milhares de cápsulas de vitamina C.

Além disso, os policiais constaram que os clientes, vítimas do estudante, recebiam com os remédios falsos uma nota fiscal que tinha como endereço o mesmo da farmácia de Lençóis Paulista.

Esquema

Durante as investigações, a Polícia Civil apurou que o estudante vendia mais de 200 tipos de remédios em um site. Entre os medicamentos manipulados estava o Anastrozol, indicado para pacientes no tratamento do câncer de mama.

Segundo a polícia, havia também medicamentos para tratamento de pele, contra envelhecimento e algumas vitaminas. A suspeita é de que, em sete meses, o estudante tenha movimentado mais de R$ 50 mil com o esquema.

Prisão

Uma equipe foi até a casa do jovem, onde os policiais encontraram etiquetas, rótulos, uma impressora e o notebook no qual ele fazia as vendas. Também apreenderam seringas e anabolizantes de venda proibida no Brasil

Indagado, o estudante confessou à polícia que tinha conhecimento do esquema. Ele foi preso e deve responder por estelionato, adulteração e falsificação de medicamentos.

A polícia ainda vai investigar a possível participação dessa farmácia que vendia a vitamina C.

G1