Dupla é presa acusada de golpe de mais de R$ 1 milhão em Bauru

 

Dois homens acusados de aplicarem um golpe milionário foram presos nessa terça-feira (17) em Bauru pela Polícia Civil. Segundo as investigações, com documentos falsos, João Gonçalves de Matos Júnior, 47 anos, e Amilson Antônio Generoso, 37, conseguiram comprar o que seria a filial de um supermercado de Pederneiras (26 quilômetros de Bauru) e tiveram acesso à conta corrente da empresa.

Pelo período de três meses, de dezembro de 2014 até março do ano seguinte, os criminosos fizeram empréstimos e passaram a adquirir produtos para vendê-los por preços mais baixos. Quase dois anos depois, investigações da Polícia Civil desvendaram o paradeiro dos suspeitos, informou o delegado Richard Serrano.

Nesta terça, com apoio de equipe do Centro de Inteligência Policial (CIP) da Delegacia Seccional de Bauru, os dois acabaram detidos: Amilson em sua residência, no bairro Jardim Ouro Verde, e João em via pública, no Jardim América, em posse de um Citroën C3, com documentação irregular.

GOLPE

Segundo Serrano, os acusados, usando documentação falsa, compraram o que seria a filial do supermercado Centro Serve, em Pederneiras, em dezembro de 2014. Com a administração do empreendimento, eles tiveram acesso à conta corrente da empresa, o que permitiu aos golpistas comprarem produtos e venderem mais barato.

É um tipo de crime conhecido como ‘golpe da arara’, que consiste em criar ou adquirir uma empresa (às vezes inativa) e comprar produtos com fornecedores, negociando o pagamento a prazo. Depois, esse itens são vendidos e os autores desaparecem sem quitar a dívida.

“No período de três meses, eles administraram o supermercado e soltaram diversos cheques sem fundo. Fizeram, ainda, dois empréstimos na Caixa Econômica Federal, no valor total de R$ 240 mil, que, atualmente, já acumula aproximadamente R$ 400 mil. Entre empréstimos, produtos adquiridos que não foram pagos e os cheques sem fundo, foram mais de R$ 1 milhão em golpe”, constata o delegado.

Quando os cheques começaram a voltar, em março de 2015, os acusados “desapareceram”, frisa Serrano. “O empreendimento, inclusive, faliu. Foi registrado boletim de ocorrência e instaurado inquérito policial pela Delegacia de Pederneiras”.

INVESTIGAÇÕES

Serrano destaca que João e Amilson foram identificados por meio de interceptações telefônicas. Ontem, com base no resultado das investigações, a Polícia Civil cumpriu nove mandados de busca domiciliar e dois de prisão temporária, que resultaram na localização e detenção dos suspeitos, além da apreensão de diversos documentos.

De acordo com boletim de ocorrência, ao serem questionados, ambos negaram conhecer um ao outro. A dupla, entretanto, acabou presa e encaminhada para a Cadeia Pública de Avaí, onde permanece à disposição da Justiça.

Agora, as investigações seguem para apurar o envolvimento de outras pessoas na ação criminosa, finaliza o delegado Richard Serrano.

Fonte: Jcnet