Desaparecimento de Raiane do Prado completa um ano em Pratânia com investigação finalizada

Polícia
Desaparecimento de Raiane do Prado completa um ano em Pratânia com investigação finalizada 29 novembro 2025

Mesmo com três suspeitos presos e inquérito concluído, jovem não foi encontrada

Raiane do Prado, desaparecida em 28 de novembro de 2024, em Pratânia (SP), completa um ano sem ser encontrada. Nesse período, a investigação chegou a três prisões, mobilizou buscas com cães farejadores e teve o inquérito finalizado, mas nenhum sinal da jovem foi localizado.

A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Manuel conduziu as diligências desde o início, cumprindo quatro mandados de busca e apreensão em diferentes endereços do município. A Polícia Civil concluiu o inquérito em 15 de abril e o encaminhou ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), apontando a possibilidade de que Raiane tenha sido assassinada, com participação de três envolvidos.

Mesmo assim, para a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), a jovem ainda é oficialmente considerada desaparecida. A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Botucatu abriu um Procedimento de Investigação de Desaparecimento (PID), que permanece ativo.

Prisões e apreensões

Em janeiro de 2025, um homem de 67 anos foi o primeiro detido por suspeita de envolvimento no caso. Na casa dele, os investigadores apreenderam um veículo onde havia preservativos, comprovantes de pagamento e uma sacola com resíduos semelhantes a sangue. O mesmo carro apareceu em imagens de câmeras de segurança circulando por Pratânia no dia do desaparecimento.

Dois meses depois, em março, outros dois suspeitos foram presos. Com eles, foi localizado um revólver calibre 38 e seis munições.

O Tribunal de Justiça informou que o processo tramita sob sigilo, com acesso restrito às partes. Ainda há audiência marcada para 2 de dezembro deste ano.

Buscas e esperança da família

Uma das ações mais intensas de varredura ocorreu em janeiro de 2025, em um aterro próximo à Rodovia João Mellão (SP-225). A operação teve apoio do Corpo de Bombeiros e de três cães farejadores — entre eles a cadela Joy, que já atuou em Brumadinho e no terremoto da Turquia, em 2023.

Sem localização do corpo, a família segue sem condições de encerrar a espera com despedida ou funeral.
O pai de Raiane, José do Prado, mantém a esperança:

“A gente tem esperança, porque não temos uma solução. Não foi encontrado o corpo”, afirma.

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