BAEP: Tropa de elite da PM em Bauru tem poder de fogo para enfrentar crime organizado

As atividades do 13.º Baep, cujo efetivo operacional passa por treinamentos diários, tiveram início no último dia 5

Fotos: Aceituno Jr/JCNet

Com uma preparação diferenciada, o 13.º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) pode ser considerado a tropa de elite da Polícia Militar (PM) em Bauru e de outras 75 cidades da região. Ele, inclusive, conta com poder de fogo para enfrentar o crime organizado. Suas atividades, cujo efetivo operacional passa por treinamentos diários, tiveram início no último dia 5.

Comandante do 13.º Baep, o tenente-coronel Ézio Carlos Vieira de Melo atendeu a reportagem na sede do local, que ocupa o prédio da extinta Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo (Codasp), situado na avenida Rodrigues Alves, 38-118, em Bauru. Por questões de segurança, ele não permitiu que o JC reproduzisse qualquer imagem da parte interna do espaço.

Com uma área aproximada de 43 mil metros quadrados, o prédio foi concedido ao batalhão. Como o 13.º Baep está em fase final de adequação da rede de telefonia e Internet, a sua área administrativa, por enquanto, funciona dentro do Comando de Policiamento do Interior-4 (CPI-4).

Ainda de acordo com o tenente-coronel, os policiais se submetem a atividades físicas e treinamentos diários antes de saírem pelas ruas. Melo reforça que a tropa se diferencia devido aos meios disponibilizados.

“A unidade apresenta uma dinâmica da mesma natureza daquelas pertencentes ao Comando do Policiamento de Choque, em São Paulo, como as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), os Comandos e Operações Especiais (Coe) e o 3.º Batalhão de Choque”, justifica.

O comandante do 13.º Baep destaca as viaturas, que são mais escuras e de grande porte. “Paralelamente, as equipes de policiamento não saem com menos do que quatro integrantes e, no mínimo, um sargento como líder. Os grupos podem, ainda, ter um quinto participante”, descreve.

PODER DE FOGO

Segundo ele, o poder de fogo também é diferenciado em relação às demais unidades territoriais. “O nosso armamento condiz com a nossa função, que consiste em fazer frente a situações de maior complexidade, como sequestro, roubo a banco e ações envolvendo organizações criminosas”, frisa.

Por isso, a Cavalaria e o Canil se tornaram subordinados ao 13.º Baep. Além disso, o primeiro treinamento da equipe, que durou cerca de 45 dias, ficou sob responsabilidade das unidades pertencentes ao Comando de Policiamento de Choque.

Embora tenha começado a operar no início deste mês, o batalhão já participou de algumas ocorrências graves, como aquela em que quatro jovens teriam assaltado uma casa no Jardim Pagani, no último dia 15. Um deles acabou morrendo depois de se envolver em um acidente de trânsito enquanto fugia da perseguição policial.

Outro caso se deu em Lençóis Paulista, onde a tropa prendeu sete homens e duas mulheres que, conforme informações da sua Inteligência, pertenciam a uma quadrilha que praticava crimes cibernéticos.

O tenente-coronel explica que o 13.º Baep atua de duas maneiras: policiamento preventivo em locais de maior risco e denúncias para o 190. Nesta última alternativa, o Copom despacha as ocorrências para o batalhão.

Fonte: JCNET