Após seis meses, Barra Bonita retoma navegação turística no Rio Tietê

Passeio segue regras de distanciamento e higienização para evitar a disseminação do coronavírus e está liberado somente aos finais de semana

Depois de seis meses parada por causa da pandemia, a navegação turística no Rio Tietê foi retomada em Barra Bonita (SP) aos finais de semana. O passeio segue as medidas de distanciamento e higienização para evitar a disseminação do coronavírus.

“Nós seguimos todos os protocolos do Ministério do Turismo, Governo do Estado, protocolo náutico, de turismo náutico. Distanciamento, higienização, limpeza da embarcação, tudo de acordo”, garante o diretor Edgar Palmesan.

Agora, a maior parte das vendas dos bilhetes está sendo feita pela internet para evitar aglomerações e, por enquanto, as excursões estão proibidas. Os horários também foram alterados porque o almoço durante a volta de navio está suspenso.

Os barcos também precisam levar apenas 40% da capacidade permitida, entre tripulantes e passageiros. No embarque, a temperatura das pessoas é aferida e há vários avisos sobre as novas medidas de prevenção.

Neste fim de semana, visitantes de todos os cantos do estado aproveitaram para fazer o passeio. São quase duas horas de navegação com música e um pouco da história do rio paulista.

A eclusa é o ponto alto do passeio. No elevador movido a água, o navio sobe 26 metros em 12 minutos depois das comportas fechadas.

A barragem foi erguida na década de 60 e a eclusa foi inaugurada em 1973, a primeira da América do Sul. Por causa dela, o rio é bastante aproveitado para navegação.

O tapeceiro Nilson Oliveira Arruda é de Tietê e foi visitar parentes em Botucatu neste fim de semana. Já que estava na região, ligou para saber se o serviço tinha retomado e conferiu com os filhos a volta dos passeios de barco.

“A gente veio bem surpreso para ver se estava funcionando, ligamos, mas é perfeito. Fica até mais confortável com espaço”, opina Nilson.

“É muito legal porque ele [barco] vai subindo e eu queria saber como ele sobe junto com o rio”, comenta a filha de Nilson, Ana Lauryn Silva, de 7 anos.

Fonte: G1