Vereadores batem boca após ‘Grande Expediente’ ser suprimido na Câmara, mais uma vez

 

Foto Câmara Municipal

A Sessão ordinária da Câmara Municipal na noite desta segunda, 21, foi marcada por discussões, projetos com erro de grafia e supressão do grande expediente, de novo. Esta foi a segunda vez seguida em que o grande expediente foi suprimido. Para quem não entende o funcionamento do Legislativo, o Grande Expediente é o espaço onde cada vereador pode fazer uso da palavra por até 15 minutos para tratar de qualquer assunto na Tribuna.

Na última semana o pedido de supressão do grande expediente veio após solicitação do vereador Izaias Colino (PSDB), presidente da Casa. Nesta segunda, foi a vez de Zé Fernandes (PSDB) suprimir o espaço onde os vereadores apresentam suas matérias. A justificativa era de que existiam muitos projetos na pauta de votação e assim a mesma terminaria muito tarde, fato esse que assim como na semana anterior, não se confirmou.

Nos bastidores, há quem diga que as supressões tenham objetivo de blindar o ex-prefeito João Cury de críticas por parte de vereadores da oposição após recentes apontamentos judiciais. Os dois pedidos foram originados por vereadores da base tucana, que apresentaram as justificativas de uma sessão longa para a supressão.

A justificativa para supressão de uma fatia importante da sessão era por conta dos dois primeiros projetos apreciados em plenário e que por fim, não foram votados, pois a vereadora Rose Ielo (PDT) identificou erros de grafia por parte do Poder Executivo, de novo, desta vez no tocante ao projeto do Plano Plurianual, que veio grafado com o período de 2014 a 2017 e não 2018 a 2021, como seria correto. Consequentemente, o projeto da Lei Orçamentária também não foi votado, sendo ambos adiados após pedido da presidência da Casa.

Sem os dois principais projetos em votação, apenas os tradicionais e já conhecidos nomes de rua foram apreciados. Após a votação do último projeto de lei, de iniciativa do Vereador Carreira, que denominava de “Rua Antônio Arduíno (Tonico)”, a Rua “11”, localizada no Residencial Paratodos, o vereador Zé Fernandes foi a tribuna para justificar o pedido de supressão.

“Se não houvesse a supressão do grande expediente, as famílias aqui presentes, sairiam tarde da noite desta casa”, disse Zé Fernandes, que ainda criticou e citou diretamente o Vereador Abelardo, que se mostrou contrário ao pedido. O tucano ainda atacou o vereador do PMBD, lembrando entre outras coisas, o episódio em que Abelardo foi acusado de jogar no chão um computador no PS Infantil.

Abelardo, por sua vez, postou um vídeo em sua página no Facebook afirmando que teve  seu direito de usar a tribuna cancelado. “Foi cerceado o meu direito de falar no grande expediente, onde vocês me pagam. Eu iria falar sobre a cidade e os pedidos”, lamentou Abelardo.

No fim das contas, a sessão terminou cedo, por volta das 22 horas, com duração de apenas duas horas. Em dias normais, as sessões costumam se encerrar após às 23 horas. Votaram contra a supressão do Grande Expediente, apenas os vereadores Abelardo (PMDB) e Rose Ielo (PDT).