PT e PC do B fazem dobradinha e lançam pré-candidaturas de mulheres à Prefeitura de Botucatu

Priscila Firmino e Cida farão dobradinha nas eleições de novembro

Mais um pré-candidato foi oficializado neste domingo a Prefeito de Botucatu. Priscila Firmino foi confirmada em convenções do PT, que terá coligação com o PC do B, que ainda realizará sua convenção no dia 16.

Ficou oficializado durante encontro virtual que os partidos devem fazer dobradinha nas eleições de 15 de novembro. A última vez que estiveram juntos foi em 2004, na reeleição de Mário ielo, na época pelo PT.

A vice de Priscila Firmino será Aparecida Donizete Franco, mais conhecida como Cida, Assistente Social em Botucatu e filiada do PC do B.

O encontro contou com militantes históricos dos dois partidos em Botucatu, como Pinho (PT – Vice-Prefeito de 2001 a 2008) e Caldas (PC do B – Vice-Prefeito de 2009 a 2016).

Priscila Firmino tem 38 anos, é ativista e estudante de Direito. Inicialmente, de acordo com postagem em seu Facebook, iria tentar uma vaga na Câmara Municipal.

Cida é militante do PC do B, tem 59 anos e é Servidora Pública. Em 2016 foi candidata a vereadora e teve 352 votos.

Histórico dos partidos em Botucatu 

Historicamente o PT sempre lança candidato a Prefeito, sendo que em 2016 ficou em quarto lugar com a chapa pura Eric Facioli/Kátia Fonseca.

O PT foi protagonista da cena eleitoral de Botucatu entre os anos de 1996 e 2012, disputando a Prefeitura nessas oportunidades com expressivas votações. Elegeu Mário Ielo nas eleições de 2000 e 2004.

O pleito de 2016 marcou o pior resultado do partido nas últimas décadas em Botucatu, não conseguindo sequer fazer um vereador, o que não ocorria desde 1982, no início da trajetória do PT.

Já o PC do B esteve alinhado ao poder durante 17 anos. A sigla esteve ao lado de Mário Ielo e Pinho durante os anos de 2001 e 2008. Nesse período Antônio Luiz Caldas, por exemplo, foi Presidente da Câmara e líder do governo petista.

Em 2008 houve uma ruptura e Caldas saiu como Vice de João Cury (PSDB), em uma coligação antes pouco provável entre tucanos e comunistas. A dupla foi vitoriosa nas eleições de 2008 e 2016.

Em 2016, André Peres, então no PC do B, foi vice de Mário Pardini. Eleitos, os partidos iniciaram uma terceira gestão em conjunto.

Já em 2017, no início do governo Pardini, André Peres saiu da sigla comunista. Com Caldas deixando a Secretaria de Cultura, chegou ao fim o chamado tempo governista do PC do B.