Violência contra a mulher aumenta 65% durante a quarentena em São Manuel

Durante a pandemia do Covid 19, os atendimentos da GCM as Mulheres, vítimas de violência doméstica, aumentaram 65% durante a quarentena este mês de abril, na cidade de São Manuel.

O Patrulhamento Maria da Penha da GCM tem atendido cerca de 3 casos por dia, fora. Existem muitas mulheres ainda que não querem registrar o Boletim de Ocorrência, mas recorrem ao atendimento do Patrulhamento.

Atendemos seguindo a lei Maria da Penha mantendo uma parceria de trabalho conjunto com a Delegacia da Mulher, comandada pela. Dra Ana Carolina, Ministério Público, CRAS, CREAS e Diretoria Municipal de Saúde. Vários são os tipos de violência praticados, tais como: a violência física, verbal, patrimonial e principalmente a psicológica.

O Patrulhamento Maria da Penha da GCM foi criado pelo diretor de Segurança e Trânsito, Dr. Adjair de Campos, para acompanhar as vítimas que se encontram com medidas protetivas concedidas pela justiça, tentando amenizar os casos de agressões, onde rondas permanentes são realizadas próximas as residências das vítimas. O contato pode ser feito via whatshapp com as vítimas a fim de evitar um futuro feminicidio.

Além dos casos relacionados ao relacionamento amoroso, também estão sendo vítimas de agressões muitas pessoas idosas que sofrem agressões dos filhos, que geralmente são usuários de drogas. Esses casos também contam com o apoio da equipe Maria Da Penha.

O contato pode ser feito através do telefone da GCM 199 para emergências, que fica ligado 24 horas ou ainda diretamente com a Patrulha Maria da Penha pelo telefone (14) 999000977, com atendimento de segunda a sexta-feira durante o horário administrativo.

Homem é preso após agredir a mãe 

Na última de quarta-feira (06), um indivíduo que há tempos vinha agredindo sua mãe idosa no bairro do jardim Santa Mônica em São Manuel, foi preso pela ROMU (RONDAS OSTENSIVAS MUNICIPAIS), composta pelos agentes, Comandante Camargo, Sub CMT Jorge, GCM Leandro e GCM Neto, em cumprimento a um mandado de prisão expedido pela justiça.

No momento da prisão, os agentes em incursão no local informado, localizaram o agressor, e fizeram a abordagem, onde o agressor não ofereceu resistência, sendo dado voz de prisão ao mesmo que foi conduzido até a DDM.

A PATRULHA MARIA DA PENHA informou a vítima sobre a prisão do seu filho, e ela muito emocionada e aliviada agradeceu o trabalho de toda a equipe da GCM São Manuel, pois disse que temia por sua vida e não suportava mais todas as agressões que vinha sofrendo.

AGRESSÕES CONSTANTES

O indivíduo há tempos vinha agredindo sua mãe idosa no bairro da Santa Mônica e na data de 25 de maio, além das ameaças, agressões e destruição dos móveis, jogou um copo de café fervendo em seu rosto, atingindo seus olhos.

A idosa que mora sozinha com o agressor, devido à dificuldade de locomoção e necessidade de uso bengalas, não conseguia pedir ajuda e devido as agressões sofridas passou a não enxergar.

Devido à falta de contato a outra filha da vítima, preocupada com a mãe, conseguiu se comunicar e foi informada sobre o ocorrido. Diante da situação imediatamente pediu auxílio a PATRULHA MARIA DA PENHA, composta pelos agentes, GCMF Simone, GCM Luciano, e GCM Aline, que se deslocaram até a residência e constataram os fatos.

A idosa estava toda machucada, com dificuldade para andar e enxergar. A todo momento ela dizia aos agentes que estava com dores e sofria agressões constantes por parte de seu filho, usuário de drogas. Diante da situação os agentes a encaminharam até o Pronto Socorro e devido à gravidade da situação, a mesma foi encaminhada até o HC da Unesp Botucatu para receber maiores cuidados.

A Patrulha Maria da Penha apresentou a vítima à DDM (DELEGACIA DE DEFESA DA MULHER), e após laudo emitido pelo IML, com a constatação das lesões na visão da idosa a delegada Dra. Ana Carolina de Brito Ferreira, encaminhou o pedido de mandado de prisão contra o agressor.

A GCM Simone ao relatar o atendimento da ocorrência disse emocionada que nunca tinha presenciado tamanha violência contra uma pessoa idosa. “Além de policial, somos seres humanos e ficamos todos emocionados e constrangidos com o que aconteceu. Confesso que cheguei a chorar com a situação em que encontramos a vítima”, disse Simone.