TOR apreende dois veículos na Castelo Branco que seriam levados de forma ilegal para a Bolívia

Durante fiscalização pela praça de pedágio de Itatinga, Rodovia Castelo Branco, na madrugada desta quinta-feira, dia 03, a Equipe do Tático Ostensivo Rodoviário observou que dois veículos que pareciam transitar em comboio. Ao chegarem juntos no pedágio, os veículos foram abordados.

Após busca pessoal nos condutores, nada de ilícito foi localizado em suas vestes e a Equipe passou a indagar os homens sobre a viagem que faziam.

O homem que conduzia o veículo GM/Tracker informou que havia alugado o veículo que conduzia e estava indo até o município de Corumbá-MS para curtir o final de semana prolongado e que o condutor do outro veículo (MBenz/C180) era seu amigo de escola e estava indo junto com ele.

Os policiais militares rodoviários perguntaram sobre o contrato de locação do automóvel e o abordado apresentou uma imagem do contrato que recebeu pelo aplicativo de conversas WhatsApp, mas o veículo não havia sido locado por ele, que não sabia informar o nome do locatário, dizendo apenas que era o nome que estava escrito no contrato, sendo um amigo.

Já o abordado que conduzia o veículo MBenz/C180, ao ser questionado, informou que estava indo até o município de Presidente Prudente a fim de se encontrar com uma namorada, que viajava sozinho e que o veículo foi alugado por seu sócio em uma hamburgueria, apresentando um contrato de locação físico, porém precisou ler o nome do tal amigo no contrato para falar aos policiais.

Referente à sua identificação, o abordado apresentou pelo celular uma CNH digital, mas não a localizou no aplicativo do DETRAN e sim na galeria de fotos do seu aparelho. Os policiais do TOR, desconfiados da qualificação do homem, passaram a confirmar os dados pessoais do documento da imagem, mas o abordado passou a confundir-se e não sabia informar seu RG e data de nascimento.

Questionado sobre não saber seus próprios dados pessoais, o abordado confessou seu nome verdadeiro e que o nome que disse antes como seu e a CNH digital que apresentou eram do seu irmão.

Diante de tantas contradições, a Equipe TOR acreditou se tratar de “modus operandi” de crime de Apropriação Indébita, onde a vítima que é a empresa locadora dos automóveis vai descobrir que foi lesada somente após o vencimento do contrato de locação e a não entrega dos veículos, já que foram locados de forma lícita em um primeiro momento.

Os abordados foram indagados novamente sobre a viagem que faziam e sobre detalhes e contradições apresentadas e confessaram que estavam a caminho de Corumbá-MS, fronteira entre Brasil e Bolívia.

Segundo o TOR, lá eles deixariam os carros, que seriam encaminhados para o país vizinho e eles receberiam R$ 1.000,00 por cada veículo. A Equipe encaminhou a ocorrência à Delegacia de Polícia Civil de Plantão onde foi elaborado o registro dos fatos e a apreensão dos automóveis e dos dois aparelhos de telefones celulares dos homens para investigação em posterior inquérito policial.