18 março 2026
Sem número oficial, estimativa é de até 100 detentos beneficiados na região de Botucatu; forças de segurança intensificam patrulhamento preventivo

A saída temporária de detentos do sistema prisional, conhecida como “saidinha”, teve início nesta semana na região de Botucatu e já mobiliza ações reforçadas de segurança. Na segunda-feira (16), a Polícia Militar alertou a população sobre o período, que segue até o dia 23 de março.
Embora não haja uma estimativa oficial do número de beneficiados neste período em Botucatu, dados recentes servem como referência. Na saída de Natal, aproximadamente 100 detentos da região foram contemplados. Já em setembro do ano passado, cerca de 120 presos tiveram direito ao benefício.
Os detentos que deixam temporariamente as unidades prisionais cumprem pena em regime semiaberto e passam por critérios rigorosos para obter a autorização. Entre as exigências estão o cumprimento de parte da pena — ao menos 1/6 para réus primários e 1/4 para reincidentes —, bom comportamento comprovado e a indicação de um endereço fixo onde permanecerão durante o período.
De acordo com a Polícia Militar, as forças de segurança acompanham de perto a movimentação e intensificaram o policiamento ostensivo na cidade, com foco na prevenção de crimes e no aumento da sensação de segurança da população.
E a nova lei que proíbe?
Este é o primeiro benefício do tipo em 2026 e ocorre em um cenário de mudanças na legislação. Apesar da sanção de uma lei federal, em abril de 2024, que restringe as saídas temporárias, a regra não é aplicada de forma retroativa. Assim, presos que já estavam no sistema antes da nova legislação continuam tendo direito ao benefício.
Quais são as saidinhas
Além da saída de Páscoa, o calendário anual prevê outros períodos de liberação temporária ao longo do ano: em junho (de 16 a 22), setembro (de 15 a 21) e no fim do ano, entre 22 de dezembro e 5 de janeiro de 2027.
A Polícia Militar também orienta a população a adotar medidas simples de segurança, como evitar divulgar viagens nas redes sociais, manter imóveis trancados e redobrar a atenção em horários de menor movimento.
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