Polícia flagra casal suspeito de desviar remédios de hospital estadual de Bauru

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Polícia flagra casal suspeito de desviar remédios de hospital estadual de Bauru 06 março 2017

Uma operação da Polícia Civil prendeu duas pessoas suspeitas de desviar medicamentos da farmácia de alto custo que funciona dentro do Hospital Estadual de Bauru (SP). Uma das suspeitas era funcionária da farmácia e foi flagrada com seu companheiro transportando várias caixas de um hormônio usado para crianças que têm problema no crescimento.

A investigação começou depois que funcionários da farmácia notaram que alguns medicamentos estavam faltando. Segundo a polícia, Valéria Pinto Miranda, de 40 anos, forjava documentos para conseguir os medicamentos e revendia para pessoas que praticam musculação e querem ganhar massa muscular.

Ela e seu companheiro, Robson Romualdo Leite, foram detidos na sexta-feira (3) no estacionamento de um supermercado. A polícia encontrou várias caixas do medicamento. Mais remédios foram localizados na casa da suspeita, escondidos na geladeira entre alimentos. No total a polícia apreendeu com o casal 88 caixas do remédio.

A direção do hospital informou que a auxiliar de enfermagem vai ser demitida por justa causa. A polícia disse ainda que ela deve responder a processo por tráfico e associação para o tráfico, peculato, furto, e também falsidade ideológica.

A administração da farmácia estima que desde 2014, 1,5 mil ampolas tenham sido desviadas. A polícia pediu a prisão do casal, mas a Justiça relaxou a prisão e eles vão responder em liberdade.

“Esse fato atrapalha uma pouco a nossa investigação porque nós tínhamos ainda durante o inquérito a intenção de identificar até possíveis microtraficantes que compravam esse medicamento e revendiam para pessoas que praticam exercícios físicos, em academia e fisiculturistas, mas as investigações vão prosseguir inclusive com a possiblidade de sequestro de bens para que seja ressarcido o erário público”, diz o delegado seccional Ricardo Martines.

Cada ampola custa em torno de R$ 260 e o estado comprou em um pregão por R$ 150. Ela vendia cada ampola para uma academia por R$ 50. O valor da caixa do medicamento varia entre R$ 650 a R$ 670.

Fonte: G1

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