João Mathias é condenado a 37 anos de prisão por duplo homicídio qualificado

Fotos: Acontece Botucatu

Já passava da meia noite desta sexta-feira, dia 24, quando os sete jurados decidiram, de forma unanime, que João Alberto Mathias é culpado e que teve a intenção de matar Sueli Pereira e Ademir Matias, no dia 07 de dezembro de 2014, um domingo, na festa religiosa do Guarantã, bairro rural que fica na divisa entre Botucatu e Pratânia.

Por meio de cédulas ‘sim’ e ‘não’, o conselho de sentença respondeu às perguntas formuladas com base na materialidade do fato e na autoria ou participação do réu.

De posse do resultado, o Juiz titular da 2ª Vara Criminal e presidente do Tribunal do Júri, Dr. Henrique Alves Corrêa Latarola, aplicou as penas e proferiu a sentença. No total a pena soma 37 anos, sete meses e 15 dias pelos assassinatos de Sueli Pereira e Ademir Matias.

Agora condenado, João Mathias já cumpriu dois anos em regime fechado. Atuaram na defesa os advogados José Roberto Pereira e Rita de Cassia Barbuio. Na acusação figurou o Promotor Marcos José Corvino, sendo que a Advogada Mariana Percário foi contratada para atuar como assistente de acusação.

O principal debate entre acusação e defesa foi sobre o “motivo torpe”, ou seja, considerado como imoral, vergonhoso, repudiado moral e socialmente, algo desprezível. Sem um motivo racional para tentar justificar o crime.

Na acusação, Corvino alegou que Mathias premeditou o crime, indo ao local da festa com a intenção de dar fim a vida da ex-namorada e do novo companheiro dela, por não aceitar o fim do relacionamento.

Em contrapartida, a primeira frase usada pela defesa foi: “Ninguém aqui quer absolvição, queremos apenas condenar de acordo com as provas aqui apresentadas”, declarou o advogado José Roberto Pereira, justificando que não foram apresentadas provas que justificassem o aumento da pena.

Cansativo

O julgamento durou 14 horas, começou por volta das 10 horas da manhã desta quinta-feira, 23, e atraiu um grande público. Nem todos puderam assistir. Parentes das vítimas permaneceram no auditório durante todo o julgamento. Apenas a mãe de Sueli, idosa, deixou o plenário no início da noite, durante a fala da defesa de João Mathias, retornando mais tarde. Já os filhos do réu não compareceram. A ex-mulher dele foi ouvida como testemunha de defesa.

Em alguns períodos eram realizados intervalos, para que os participantes do júri pudessem se alimentar e usar o banheiro. Durante os trabalhos, João Mathias permaneceu sem algemas e ficou grande parte do tempo de cabeça baixa.