Estudo diz que Botucatu está entre as cidades mais seguras quando o assunto é morte violenta

Arquivo Acontece Botucatu

O “Atlas da Violência 2018 Políticas Públicas e Retratos dos Municípios Brasileiros”, foi lançado nesta sexta-feira, dia 15, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e traz novos números sobra a segurança dos municípios, com enfoque para homicídios. O estudo mais uma vez coloca Botucatu entre as dez cidades com mais de 100 mil habitantes mais seguras do Brasil em se tratando dessas mortes violentas.

A pesquisa considera que mortes violentas são a soma de agressões, intervenções legais e mortes violentas com causa indeterminada, tomando como referência o município de residência da vítima. Os dados analisados são de 2016, último ano disponível no Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, mas só foram divulgados nesta sexta-feira.

No ranking nacional também aparece Jaú, em 6º lugar, com taxa de morte violenta de 6,9. Já Botucatu, que possui 141.032 habitantes de acordo com o IBGE, apresenta taxa de 7,1. Os três municípios mais pacíficos do país de acordo com o estudo são Brusque (SC), Atibaia (SP) e Jaraguá do Sul (SC), respectivamente, com taxas de morte 4,8; 5,1 e 5,4.

Ainda de acordo com o Atlas da Violência 2018, as três cidades mais violentas do país são Queimados (RJ), Eunápolis (BA) e Simões Filho (BA), com taxas de morte violenta que atingem, respectivamente, 134,9; 124,3 e 107,7.

Segundo o Delegado Seccional de Botucatu, Antônio Soares da Costa Neto, a união entre forças policiais, incluindo a Guarda Civil Municipal (GCM) e Polícia Militar, contribui para o baixo índice de mortes violentas e resolução dos crimes. “O objetivo maior é o combate à criminalidade e a apuração das infrações penais”, diz Costa Neta.

O comando do 12º Batalhão da PM de Botucatu ressalta que esta conquista é alvo de um planejamento estratégico feito em conjunto com poder público e judiciário que leva em conta estatísticas dos principais crimes que ocorrem na cidade visando direcionar o policiamento para locais com demandas mais graves.

Para o Secretário de Segurança Pública do Município, Marcelo Emílio de Oliveira, o trabalho integrado entre as força de segurança contribuem para amenizar os problemas e fazer com esses números permaneçam nas estatísticas.

“Isso é resultado de um trabalho integrado entre as forças policiais da cidade, cuja meta é a redução da violência e da criminalidade. É uma preocupação diária desenvolver um trabalho planejado, com ações sociais e de prevenção para manter Botucatu dentre as cidades mais seguras do Brasil. Agradeço nossos Guardas Municipais pela dedicação, bem como aos companheiros da polícia civil e militar. Aproveito também a oportunidade para citar que tramita na Câmara Municipal um projeto de lei de autoria do Prefeito Pardini, que cria o Conselho Municipal de Segurança, formado por membros do Poder Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público, Policias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, CONSEG, OAB e representantes do comércio, indústria, sociedade civil, ou seja, um time que contribuirá para manter Botucatu dentre as cidades mais seguras do Estado”, disse Marcelo.

O estudo

A pesquisa revelou, ainda, que 50% das mortes violentas registradas no Brasil em 2016 ocorreram em apenas 123 cidades, o equivalente a 2,2% do total de municípios brasileiros. No total, foram analisados 309 cidades que possuíam mais de 100 mil habitantes naquele ano.

O estudo conclui, ainda, que municípios com menor acesso à educação, com maior população em situação de pobreza e com maiores taxas de desocupação apresentam maiores taxas de mortalidade violenta e que a maior prevalência de mortes ocorre nas regiões Norte e Nordeste.

Com informações  JCnet e Acontece Botucatu