Atentado criminoso em Botucatu completa 1 ano; investigação continua

Terror, pânico e uma população assusta. A madrugada do dia 30 de julho de 2020 entrou para a história de Botucatu como um capítulo amargo.

Aproximadamente 30 elementos invadiram a cidade, roubaram uma agência do Banco do Brasil, tentaram explodir outros caixas, fizeram reféns e trocaram tiros com a polícia por 3 horas. O crime espalhou medo entre os moradores.

O que os criminosos não esperavam, era que equipes do Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia), Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), Deic (Departamento Especial de Investigações Criminais), Força Tática e esquadrão antibombas do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais), entre outros, estavam na região naquela madrugada.

Parte do dinheiro foi recuperado, assim como armas utilizadas na ação criminosa. Dezenas de suspeitos foram detidos nos dias e meses que se seguiram, entre eles Tiago Faria, conhecido pelo apelido de Gianecchini, apontado como líder do grupo criminoso.

São 17 os suspeitos presos pela Polícia, com um total de 19 pessoas identificadas. O inquérito corre na DIG de Botucatu, com o apoio do DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais).

Juíza ameaçada

Nesta quinta-feira, dia 29, a TV Tem exibiu uma reportagem informando que a juíza da 2ª Vara Criminal da cidade, Cristina Escher, responsável pelos processos, teria recebido ameaças durante os trabalhos. Cartas vindas do sistema prisional de SP colocariam a Magistrada sob forte ameaça do crime organizado após sentenças.

Cristina Escher se afastou do caso, que foi para o Tribunal de Justiça, porém, retornando à Botucatu em um conflito de jurisdição. Os processos passaram a ser comandados por uma Juíza Substituta.

O Tribunal de Justiça pretende dividir as atribuições do caso para outros Magistrados. Desta forma, as sentenças não iriam recair sobre apenas um Juiz, segundo a reportagem.

Dinheiro recuperado e suspeito morto, segundo a Polícia

O total do roubo, de acordo com a Polícia Civil, era de R$ 3,6 milhões. Porém, o valor de R$ 1,6 milhão foi deixado pelos criminosos durante a violenta fuga pelas ruas da cidade. O valor estava dentro de um veículo utilizado na noite dos ataques. O confronto começou na noite de quarta-feira, dia 29/07 terminou apenas na madrugada já de quinta-feira, 30/07.

Durante buscas pela manhã do mesmo dia, um homem apontado pela polícia como suspeito foi morto. A família nega que ele seja criminoso, afirmando que era morador de rua e o caso ainda corre na justiça.

(Veja o vídeo acima e fotos abaixo)