25 março 2026
F-39E Gripen é entregue em Gavião Peixoto e marca avanço inédito da indústria aeronáutica nacional

A Embraer, em parceria com a Saab e a Força Aérea Brasileira (FAB), apresentou oficialmente nesta quarta-feira (25) o primeiro caça supersônico produzido no Brasil, o F-39E Gripen. A cerimônia foi realizada no complexo industrial da Embraer em Gavião Peixoto.
O marco coloca o Brasil em um seleto grupo de países com capacidade de desenvolver e produzir aeronaves de combate de alta complexidade — um feito inédito na América Latina.
A cerimônia contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de autoridades como o ministro da Defesa José Múcio Monteiro Filho, o comandante da FAB, Marcelo Kanitz Damasceno, e representantes da indústria, incluindo Francisco Gomes Neto, Bosco da Costa Junior e Micael Johansson.
Segundo Bosco da Costa Junior, o projeto representa um avanço estratégico para o país. “Sentimos grande orgulho em apoiar a Força Aérea Brasileira neste projeto e em desenvolver, no Brasil, a capacidade de produzir uma aeronave de caça supersônica de alta tecnologia”, afirmou.
Já Micael Johansson destacou o fortalecimento da parceria entre Brasil e Suécia. “A entrega do primeiro Gripen produzido no Brasil simboliza a força de uma cooperação construída com visão de longo prazo”, disse.
Produção nacional e tecnologia de ponta
A unidade da Embraer em Gavião Peixoto é responsável pela produção dos caças Gripen E, com participação de uma cadeia de fornecedores brasileiros e internacionais. Parte das estruturas também é fabricada na planta da Saab em São Bernardo do Campo.
Antes da entrega definitiva à FAB, a aeronave passará por testes funcionais e voos de ensaio. Após essa etapa, o caça será incorporado ao Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA), na Base Aérea de Anápolis, onde já operam outras dez unidades.
O Gripen é atualmente o mais avançado vetor de defesa aérea do Brasil, com capacidade para missões de superioridade aérea, reconhecimento e ataque. O modelo conta com sistemas modernos de aviônicos, sensores e armamentos, além de arquitetura integrada que permite compartilhamento de informações em tempo real.
Programa Gripen
O contrato firmado em 2014 prevê a produção de 36 aeronaves — sendo 28 unidades do modelo Gripen E (monoposto) e 8 do Gripen F (biposto). As entregas começaram em 2020, e dez caças já foram incorporados à FAB.
Desde fevereiro deste ano, o Gripen passou a atuar no Alerta de Defesa Aérea, operando a partir da Base Aérea de Anápolis na proteção do espaço aéreo do Distrito Federal.
Além do uso nacional, a estrutura industrial instalada no Brasil também abre caminho para futuras exportações, consolidando o país como potencial polo global na produção de aeronaves de combate.
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