Basílica de Aparecida vai voltar a receber fiéis para missas no dia 12 de outubro, mas com restrições

Para seguir o distanciamento, serão 2.500 fiéis por missa e com uso obrigatório de máscara. O número de cerimônias dobrou e elas serão transmitidas pela internet. Santuário também criou uma parte dedicada exclusivamente a quem derrotou a Covid-19.

Pelo segundo ano seguido, a pandemia está mudando as celebrações religiosas do mês de outubro. No Santuário de Aparecida, as missas do dia 12 voltam a ter a presença de fiéis, mas ainda com um número bem reduzido.

São os últimos ajustes para receber os romeiros, que chegam de várias partes do país. A Margarida é voluntária no Santuário Nacional de Aparecida. Já viu muita coisa nesses 18 anos de trabalho. Mas nunca imaginou conviver com o vazio da pandemia.

“Eu chegava nesse pátio não tinha ninguém. Ninguém. Agora, você vê que dia após dia está crescendo o número”, diz a voluntária.

Antes da pandemia, o local costumava receber 170 mil fiéis no dia 12 de outubro. Em 2020, foram 30 mil visitantes. Para este ano, não há uma previsão certa do número de fiéis. Mas para seguir o distanciamento, serão 2.500 por missa, na Basílica que pode comportar até 35 mil pessoas. O número de cerimônias dobrou para atender mais fiéis e serão transmitidas pela internet. O uso de máscara é obrigatório.

A Sônia mora em Volta Redonda, no Rio de Janeiro. Por causa da pandemia, ela não foi no ano passado. E agora reencontrou a padroeira.

A Sala das Promessas fica no subsolo da Basílica. Fiéis levam objetos, fotos, itens que simbolizam graças alcançadas. E um tipo de agradecimento tem sido frequente: o de quem venceu a Covid-19. Tanto é que o Santuário criou uma parte dedicada exclusivamente a quem derrotou a doença.

“Se você pergunta aos fiéis o que é que você veio fazer: ‘Eu vim agradecer’. E nesse agradecer vem o consolo pela perda de entes queridos, esse número exagerado, doloroso de óbitos que tivemos”, explica o padre José Ulisses da Silva, porta-voz do Santuário Nacional.

E em um período em que o número de desempregados aumentou, foi de joelhos dobrados que o Hyago chegou até Nossa Senhora. Ele saiu da cidade de Congonhas (MG), para celebrar pela carteira assinada.

“Aqui a gente já chega, já sente uma calma. Então, diante da Santa, o reencontro é emocionante”, desabafa Hyago.

Fonte: G1