Acaba neste sábado o horário de verão; os relógios deverão ser atrasados em uma hora

À meia-noite deste sábado (18) termina o horário de verão. Os relógios deverão ser atrasados em uma hora no Distrito Federal e em dez Estados. A medida, que teve início no dia 16 de outubro de 2016, mudou os ponteiros nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, além do DF.

O horário de verão foi adotado pela primeira vez no Brasil em 1931. De lá para cá, houve uma inconstância – em vários períodos a mudança não foi determinada. Só em 1985 o horário de verão passou a ser anual – no início, de abrangência nacional.

ECONOMIA

O horário de verão resultou na redução no consumo de energia de 0,5% em Minas Gerais, o que significa um volume correspondente a 108 mil megawatts-hora (MWh) de economia, informou a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Ainda conforme a estatal, durante a vigência da medida, a companhia registrou uma redução diária de 4% na demanda máxima de energia, correspondente a 350 MW.

“A redução da demanda máxima no sistema é o maior benefício do Horário de Verão, porque alivia o carregamento nas linhas de transmissão, transformadores, sistemas de distribuição e unidades geradoras de energia, aumentando a confiabilidade e a segurança da operação do sistema elétrico, reduzindo o risco de ocorrência de desligamentos no Sistema Interligado Nacional”, explica o engenheiro de planejamento energético da Cemig Wilson Fernandes Lage. Nos demais estados ainda não foi fechado o levantamento.

CORPO HUMANO

De acordo com o médico Ademir Lopes, da SBMFC (Sociedade Brasileira de Saúde da Família), o corpo humano se acostuma rápido com a mudança de horário. “Do ponto de vista da fisiologia, em um ou dois dias as pessoas se adaptam com a mudança”, disse.

Segundo ele, pessoas que tomam remédios controlados podem continuar se medicando normalmente, nos mesmos intervalos. “A diferença de uma hora não vai fazer mal algum.”

Capital registrou nessa sexta a maior temperatura do ano

A cidade de São Paulo registrou nessa sexta-feira (17) a maior temperatura do ano. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, os termômetros chegaram a marcar 33,1ºC na tarde dessa sexta, no Mirante de Santana, na zona norte. A temperatura superou os 32,8ºC registrados na terça-feira, que era o recorde de 2017 até então na capital paulista.

Os termômetros, no entanto, não superaram ainda a máxima registrada neste verão. Em 26 de dezembro de 2016, a temperatura chegou a 34,4ºC. O calor desta sexta está ainda 3ºC abaixo do recorde histórico para o mês, verificado há três anos. No dia 7 de fevereiro de 2014, a máxima absoluta foi de 36,4ºC.

Para quem gosta de calor, a previsão é boa: no fim de semana, as temperaturas voltam a subir e o céu terá poucas nuvens. Pancadas de chuva rápidas e isoladas podem ocorrer, mas só na parte da tarde.

Fonte: JC Net