Unesp avalia proposta de reajuste de 1,5 % e greve não está descartada

Com o país literalmente pegando fogo em virtude da paralisação dos caminhoneiros, mais um movimento pode ser deflagrado no estado de São Paulo, que é a paralisação das Universidades Públicas. No dia 17 de maio, o Cruesp (Conselho dos Reitores das Universidades Paulistas) distribuiu um comunicado informando a proposta para reajuste de 1,5% dos servidores.

No comunicado o Cruesp cita o atual cenário econômico do país para se chegar nesses números, mas a proposta não foi bem aceita. Unesp, USP e Unicamp vão analisar, separadamente com seus respectivos conselhos, a proposta.

Diante dessa situação, o Instituto de Biociências em Botucatu deliberou uma paralisação que começou na segunda-feira, 28 e deve terminar nesta quarta-feira, dia 30, com uma análise da situação na próxima semana, de acordo com informações passadas por servidores. Medicina e FCA não se pronunciaram, sendo que a FMVZ optou por não paralisar as atividades, conforme informações de servidores sindicalizados.

Já a Administração Geral do Campus da Unesp em Botucatu, deixou que cada servidor decida o que fazer, ou seja, está liberado para quem desejar a paralisação, bem como também para quem negar o movimento. Segundo informações, haverá anotação na folha de ponto do servidor que paralisar suas atividades. Caso a greve seja julgada improcedente, será descontado na folha os dias de quem parou.

Desta vez, a pauta das universidades é unificada. A reitoria da Unesp colocou que a situação financeira e orçamentária da universidade apresenta desequilíbrio entre receita e despesa e que o reajuste concedido neste momento implicará em um acréscimo de R$ 21 milhões no orçamento previsto para o ano de 2018.