Toninho Suman: 101 anos de boas histórias

 

Foto arquivo pessoal: Suman mora no Bairro há 70 anos

O veterano desta edição é o agricultor aposentado Antônio Suman Filho (101), chamado carinhosamente de “Toninho Suman”. Casado com Maria Helena Suman Buganza, pai de Maria de Lurdes, Jandira, Mariza, José Carlos e Jaime. Avó de dez netos e quatro bisnetos.

Há 70 anos, Suman mora no Bairro e uma de suas paixões sempre foi cuidar da terra. “Sempre morei aqui, antes era a chácara Suman, do meu falecido pai, que era aqui do Posto Berimbau até o antigo Campo do Inca”, recorda-se.

Hoje, um pedaço da antiga chácara é a Rua Guido Zanotto, que por muitos anos foi habitada pelos 11 irmãos de “Toninho”. Católico, ele foi Mariano na paróquia Sagrado Coração de Jesus e Vicentino na igreja Nossa Senhora de Fátima.

“Eu doei três lotes para que fosse construída a Igreja Nossa Senhora de Fátima. Antes ela era uma capelinha de madeira bem simples e ficava no quarteirão debaixo, o altar era do outro lado. Lembro que quando construíam a nova igreja, foi feita aos poucos, o chão era de pré-concreto”, comenta.

Durante quatro anos, Suman trabalhou como jardineiro no Colégio Santa Marcelina. Também plantava café para ajudar a complementar a renda familiar e fabricava vassoura caipira.

Foto Fernanda Taques: Uma das paixões de Toninho são as flores, em especial as margaridas

Uma de suas paixões são as flores, em especial as margaridas. Em sua casa o quintal é repleto delas. Com orgulho ele conta que até hoje carpe e cuida sozinho do espaço. Também faz questão de mostra sua parreira de uva e os pés de frutas que foram plantados por ele como: manga, jabuticaba, limão rosa, mamão, entre outros.

Outra atividade que Suman pratica e orgulha-se em mostrar são os bancos de madeira confeccionados por ele. “Fabrico os bancos há mais de 20 anos, aprendi a fazê-los sozinho. Presenteio familiares, amigos, muitos doei para a igreja e outros deixo em frente de casa para que os mais necessitados possam levar para suas casas. Não gosto de ficar parado, trabalhando o tempo passa mais rápido”, afirma.

Perguntado sobre o segredo para se chegar aos 101 anos, a resposta veio rápido. “Muito trabalho, fé em Deus (durante o tempo em que conversou com a reportagem ficou segurando seu terço) e um cálice de vinho todos os dias”, finaliza.