10 abril 2026
Encontro realizado na Faculdade de Medicina da UNESP aborda o papel estratégico da saúde na identificação da violência e o encaminhamento das vítimas à rede de atendimento do Estado

A Secretaria de Políticas para a Mulher do Estado de São Paulo levou a Botucatu, nesta quarta-feira (8), uma agenda voltada ao fortalecimento da rede de proteção às mulheres a partir da atuação dos serviços de saúde. Realizada no Salão Nobre da Faculdade de Medicina de Botucatu, no Hospital das Clínicas da UNESP, a atividade reuniu profissionais, gestores, corpo clínico, acadêmicos e estudantes.
A ação integrou uma frente de capacitação e mobilização da SP Mulher para aproximar os profissionais que atuam na ponta dos fluxos de proteção já disponíveis no Estado. A proposta é ampliar a articulação entre saúde, segurança pública, assistência social e sistema de Justiça, reforçando uma diretriz que o Governo de São Paulo vem consolidando com novas medidas de enfrentamento à violência contra a mulher, incluindo ampliação da rede de proteção, atendimento itinerante e um plano decenal de metas para a área.
Representando a pasta, a secretária-executiva Cândida Magalhães conduziu a palestra “Atuação dos Profissionais da Área da Saúde no Enfrentamento à Violência Contra a Mulher”. O encontro foi promovido pela Escola de Educação em Saúde (EES), em parceria com o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, dentro de uma programação voltada à qualificação técnica e ética dos profissionais da saúde.
Durante a atividade, foram debatidos protocolos, fluxos institucionais, responsabilidades legais, notificação compulsória e o encaminhamento adequado de casos. A mensagem central foi a de que médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais da área têm papel estratégico para reconhecer sinais de violência e ajudar a romper o ciclo de agressões ainda nos primeiros contatos da vítima com o poder público.
“O atendimento básico de saúde é um lugar recorrente que a mulher vítima frequenta, geralmente com múltiplas queixas que, na verdade, mascaram um pedido de ajuda”, explicou. “O papel do profissional de saúde é essencial para o reconhecimento dessa violência e o incentivo à denúncia. É a partir da notificação e da escuta qualificada no hospital que o Estado pode agir com todo o seu peso institucional”, completou Dra. Cândida.
Rede de proteção estadual

A agenda também reforçou que o enfrentamento à violência contra a mulher depende de uma rede articulada e efetiva nos municípios, com estruturas capazes de acolher, orientar e encaminhar as vítimas. Em entrevista durante a visita a Botucatu, a secretária-executiva destacou o caráter municipalista da atuação do Governo do Estado e a importância de fortalecer organismos e políticas públicas voltados às mulheres nas cidades paulistas.
Essa rede estadual de proteção reúne diferentes serviços e instrumentos de atendimento. Entre eles estão as Delegacias de Defesa da Mulher, as Salas DDM, a Cabine Lilás e outras frentes articuladas pelo Estado para ampliar o acolhimento e a resposta institucional. Segundo informações do Governo de São Paulo, o estado conta atualmente com 144 Delegacias de Defesa da Mulher e Salas DDM 173 instaladas em plantões policiais com atendimento 24 horas ; a Cabine Lilás funciona por meio do Copom, com atendimento especializado a mulheres em situação de violência.
Também foi destacado, durante o encontro, o impacto da violência sobre os filhos e familiares das vítimas, especialmente nos casos mais graves, e a responsabilidade pública em relação a essa situação. A orientação da Secretaria é que o atendimento considere não apenas a urgência da denúncia, mas também a proteção integral – psicológico e social – da mulher e de seu entorno, com encaminhamento responsável e atuação intersetorial.
“É papel de todos nós, na esfera pública e na sociedade, colaborarmos para que as mulheres recebam acolhimento e tenham suas vidas salvas. O Estado de São Paulo está estruturado e de portas abertas para proteger, acolher e emancipar essas mulheres”, concluiu a secretária-executiva.
Ao levar esse debate para a área da saúde, a Secretaria de Políticas para a Mulher reforça que o enfrentamento à violência depende de uma atuação articulada entre diferentes setores e de uma rede preparada para reconhecer sinais, acolher vítimas e interromper o ciclo da agressão.
SP Por Todas
São Paulo Por Todas é um movimento promovido pelo Governo do Estado de São Paulo para ampliar a visibilidade das políticas públicas do estado para mulheres, bem como a rede de proteção, acolhimento e autonomia profissional e financeira exclusivamente disponíveis para elas.
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