Qualidade da água no Rio Tietê em Botucatu segue satisfatória, diz relatório

A organização SOS Mata Atlântica faz um acompanhamento anual sobre a qualidade da água no Tietê

Foto André Godinho

A organização SOS Mata Atlântica divulgou nesta quarta-feira, dia 22, um acompanhamento anual sobre a qualidade da água e a evolução dos indicadores de impacto do Projeto Tietê.

O levantamento se baseia em dados coletados entre setembro de 2020 e agosto de 2021 e foi realizado na bacia hidrográfica do rio, ao longo de um trecho de 576 km, desde a nascente, em Salesópolis, até a eclusa do reservatório de Barra Bonita.

Em Botucatu a qualidade foi classificada como ‘regular’. Em 2020 a classificação de Botucatu era ‘boa’. O trecho em Botucatu que teve medição foi o do Rio Bonito, considerado um dos pontos turísticos do município.

A melhora mais significativa foi verificada nos pontos de Santana do Paranaíba, Itu e no município de Tietê, além Botucatu, no reservatório de Barra Bonita.

De uma forma geral, depois de analisar a qualidade de água em 53 pontos de amostragem de 21 afluentes que se conectam ao Tietê, foi verificada uma tendência de melhora nas bacias próximas a Sorocaba, Piracicaba, Capivari e Jundiaí, que correspondem à metade da bacia hidrográfica do rio.

Do total de pontos de amostragem, 36 apresentaram um índice regular de qualidade e seis tiveram condição boa. Outros sete foram classificados como ruim e outros quatro como péssima. Nenhum ponto teve classificação ótima. Dos quatro pontos péssimos, três estão no Rio Pinheiros, na capital paulista.

Segundo o levantamento, os indicadores apontam leve tendência de melhora em alguns rios da bacia, como o Jundiaí, em Salto. O córrego São Luiz teve melhora em dois pontos de coleta, no município de Itu. Além do rio Caicatinga e o Tietê, na região de Botucatu.

A qualidade de água ruim, imprópria para usos e inadequada para a vida aquática, ficou restrita a dois trechos do Rio Tietê, entre o município de Suzano e a Ponte das Bandeiras, na cidade de São Paulo, e no município de Porto Feliz. Esses dois trechos impróprios totalizam 85 quilômetros de extensão, o que representam 14,7% dos 576 quilômetros monitorados.

A qualidade de água boa foi registrada em 124 quilômetros, enquanto o índice regular atingiu 283 quilômetros. Com isso, a condição de água boa e regular, que permite usos múltiplos e vida aquática, estendeu-se por 407 km, o que representa 70,63% de todo o trecho monitorado.

Como no ciclo de 2019-2020 foram verificados 47 pontos de coleta, o levantamento tratou de limitar a comparação ao mesmo número de pontos deste ano, para evitar distorções. O resultado mostra que os pontos com qualidade boa saltaram de três para seis locais, enquanto aqueles classificados como ruim caíram de 11 para sete pontos de coleta.