Projeto de extensão da FMVZ/Unesp leva informações sobre zoonoses a escolas do município

 

O Projeto de Educação em Saúde “Participação do Médico Veterinário no Controle de Zoonoses”, desenvolvido pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Unesp, câmpus de Botucatu, está prestes a concluir mais um ano de atividades bem-sucedidas no município.

Criado em 1994, o projeto de extensão envolve alunos do quarto ano de graduação em Medicina Veterinária que cursam a disciplina de “Zoonoses” (um bolsista da Pró-Reitoria de Extensão e nove voluntários), pós-granduandos, estagiários e residentes da área de Zoonoses e Saúde Pública do Programa de Residência Multiprofissional na área de Saúde.

Sob a coordenação do professor Hélio Langoni, a equipe do projeto leva até as escolas de ensino fundamental e médio de Botucatu, informações sobre as zoonoses (doenças comuns aos humanos e animais) mais frequentes, como Leptospirose, Leishmanioses, Toxoplasmose, Raiva, Brucelose e Tuberculose. O projeto também transmite aos estudantes do ensino médio noções sobre posse responsável, tudo em consonância com o conceito de One Health (saúde única) que busca integração entre saúde humana, saúde animal, ambiente e políticas públicas.

Em edições anteriores, o projeto chegou a ser apresentado em municípios vizinhos como Pardinho, São Manuel e Bauru. Em 2017 foram visitadas as escolas Dom Lúcio Antunes de Souza, Cevila, E. E. Cardoso de Almeida, Pedretti Neto e Francisco Guedelha, num total de 60 salas de aula, atendendo cerca de dois mil alunos de ensino fundamental e médio. Nesse ano, o projeto atendeu salas de aula nos períodos vespertino e noturno.

Leonardo Sauer já participou em edições anteriores do projeto como estagiário e agora como residente. “Os alunos das escolas muitas vezes ainda não tiveram contato com as informações que levamos a eles. Eles são bastante curiosos, perguntam bastante e conseguimos desenvolver um trabalho muito interessante, sempre conversando e trocando experiências”.

O residente também destaca o benefício da participação no projeto para a formação dos universitários. “É uma oportunidade incrível para nós da universidade, sejam residentes ou os graduandos, nos envolvermos com o aspecto de educação em saúde. O crescimento dos universitários é muito grande. Eles perdem a timidez, desenvolvem mais habilidades de se expressar em público, além de precisarem estudar bastante os temas que serão abordados”.

Após tantos anos na coordenação do projeto, o professor Hélio Langoni não tem dúvidas sobre seus benefícios. “Para os estudantes que assistem as palestras é um conteúdo novo e estimulante que traz amadurecimento e mudanças de comportamento. Já os universitários, de maneira geral, se entusiasmam muito com o projeto. Eles contribuem com a sociedade, treinam o que aprenderam em sala de aula, sempre com o monitoramento da equipe do projeto ”.

O professor Hélio também destacou a importância do trabalho voluntário para os universitários. “O voluntariado é muito desejável na formação do profissional, sendo inclusive valorizado nas disputas por vagas de emprego. É uma oportunidade para quem está na universidade desenvolver uma atividade de grande importância social”.

Parque Imperial

Como um desdobramento do Projeto de Educação em Saúde, a equipe coordenada pelo professor Hélio Langoni desenvolveu, pelo segundo ano consecutivo, atividades com as crianças de um projeto sócio-educativo no Parque Imperial. Essa iniciativa aborda temas relacionados a hábitos de higiene, prevenção de zoonoses e outras doenças.

As atividades nos projetos sociais são consideradas gratificantes pelos universitários que participam. “É uma oportunidade para nossos alunos conhecerem uma realidade social diferente da deles e amadurecerem enquanto trabalham para melhorar a vida de quem necessita”, conclui o professor Hélio.