Procura por locações cresce e corretores enxergam busca por tranquilidade no interior de SP

Segundo o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI), aulas online e home office na pandemia fizeram moradores optarem por aluguéis em cidades menores, tendência que deve permanecer.

Uma pesquisa divulgada pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECI-SP) apontou um aumento considerável na procura por locações no interior paulista.

Segundo o levantamento, que consultou 908 imobiliárias em 37 cidades de todo o estado, o interior de SP apresentou alta de 12,86% na quantidade de casas e apartamentos alugados entre os meses de abril e maio. Em todo o estado, o aumento foi de 20,37% desde o início do ano.

Para o presidente do CRECI-SP, José Augusto Viana Neto, o aumento na procura por locações está diretamente ligado às alterações de rotina durante a pandemia de coronavírus.

Segundo ele, com o home office e as aulas online, muitas pessoas têm optado por deixar seus apartamentos na capital para alugar casas no interior, buscando mais tranquilidade e conforto.

“No começo da pandemia, houve uma estagnação no setor imobiliário. Mas como viram que a situação ia demorar, as empresas começaram a incentivar o home office e as pessoas começaram a ter essa preocupação. Com o casal trabalhando de casa e o filho tendo aula no computador, em muito apartamento, quarto de empregada teve que virar escritório”, explica o presidente.

Por isso, segundo Augusto Viana, muitas famílias têm procurado imóveis maiores para que todos possam exercer suas atividades em casa durante a pandemia.

“Às vezes, a pessoa mora em um imóvel pequeno em uma região central na grande cidade e ele vê a possibilidade de ir para o interior, alugando um imóvel maior e por um valor mais barato.”

O presidente do CRECI-SP informou ainda que essas migrações começaram de forma tímida, mas foram impulsionadas nos últimos meses e sentidas pelo mercado imobiliário.

“Isso ocorre por duas razões: a falta de previsão para o retorno àquela antiga normalidade e a consolidação da interpretação positiva do empresário de que o empregado em casa pode ser mais produtivo do que na empresa”, pontua.

Segundo Viana, a tendência das migrações para o interior deve permanecer mesmo após a pandemia de coronavírus, já que muitos empresários estão percebendo que não precisam alugar imóveis grandes para acomodar todos os funcionários de forma presencial todos os dias.

Fonte: G1