02 janeiro 2026
Primeira Lua Cheia do ano, conhecida como Lua do Lobo, será maior, mais brilhante e terá companhia especial no céu

A primeira Lua Cheia de 2026, que ocorre no dia 3 de janeiro, promete um espetáculo especial no céu. Além de ser conhecida como Lua do Lobo, ela também será uma Superlua, aparecendo até 6% maior e 13% mais brilhante do que uma Lua Cheia comum. Para completar o cenário, o fenômeno poderá ser observado próximo ao planeta Júpiter, um dos objetos mais brilhantes do céu noturno.
A Lua Cheia acontece oficialmente às 7h03 (horário de Brasília), mas o disco lunar parecerá completamente iluminado desde a noite do dia 2 e permanecerá visível por vários dias.
O que é a Superlua
A Superlua ocorre quando a Lua Cheia coincide com o perigeu, ponto em que a Lua está mais próxima da Terra. Em janeiro de 2026, essa distância será de aproximadamente 362.312 quilômetros. Para comparação, a menor Lua Cheia do ano, chamada de Microlua, ocorrerá em 31 de maio, quando a Lua estará a cerca de 406.135 quilômetros da Terra.
Segundo o site starwalk.space, essa diferença de distância faz com que a Lua pareça maior e mais brilhante no céu, embora seu tamanho real não se altere.
Lua do Lobo: origem do nome
A Lua Cheia de janeiro é tradicionalmente chamada de Lua do Lobo. O nome tem origem em povos da Europa e da América do Norte, que associavam o período de inverno aos uivos dos lobos, comuns nessa época do ano. Hoje, sabe-se que esses uivos estão ligados à comunicação e à organização dos bandos, mas o nome permanece como parte do folclore e da tradição cultural.
Lua ao lado de Júpiter e Póllux

Um dos destaques da Superlua de janeiro será sua proximidade com Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar. Com brilho intenso, Júpiter será facilmente visível a olho nu ao lado da Lua Cheia, formando um belo par no céu.
Também será possível notar a presença de Póllux, a estrela mais brilhante da constelação de Gêmeos. Juntos, Lua, Júpiter e Póllux formarão um triângulo celeste bastante chamativo, ideal para observação e fotografias.
Dentro do Hexágono de Inverno
Entre os dias 1º e 4 de janeiro, a Lua passará pelo chamado Hexágono de Inverno, um conjunto formado por seis estrelas brilhantes: Sírius, Procyon, Rigel, Aldebarã, Póllux e Capella. No Hemisfério Sul, esse padrão também é conhecido como Hexágono de Verão e fica bem visível nesta época do ano.
Observação e chuva de meteoros
No mesmo dia da Superlua, ocorre o pico da chuva de meteoros Quadrântidas, considerada uma das mais intensas do ano. No entanto, o brilho da Lua Cheia deve dificultar a visualização dos meteoros, especialmente no Brasil. Ainda assim, observações logo após o pôr do sol podem render alguns registros.
Não precisa de equipamentos
A Superlua pode ser observada a olho nu, sem necessidade de telescópios ou binóculos. Locais com céu aberto e pouca iluminação artificial oferecem as melhores condições para apreciar o fenômeno.
A Superlua de janeiro marca o início do ano astronômico com um espetáculo que une ciência, tradição e beleza natural — um convite para olhar para o céu e começar 2026 com boas imagens e novas perspectivas.
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