23 janeiro 2026
Relatos de odor incomum levaram o município a acionar a Vigilância Sanitária, registrar boletim de ocorrência e enviar amostras ao Instituto Adolfo Lutz.

A Prefeitura de Botucatu abriu apuração para investigar relatos de mães sobre carne com odor e coloração incomuns distribuída em cestas alimentares destinadas a alunos da rede municipal durante o período de férias escolares. O tema foi abordado pelo prefeito Fábio Leite em entrevista nesta sexta-feira (23) à Prever FM.
Segundo o prefeito, a distribuição de kits alimentação durante as férias já ocorreu em gestões anteriores, mas esta foi a primeira vez que houve a inclusão de proteína animal do tipo carne seca.
“Essa sistemática de distribuição dos kits alimentação nas férias aconteceu na gestão anterior e nós demos sequência para que os nossos alunos não ficassem sem alimentação. Pela primeira vez na história da cidade, a proteína distribuída foi carne, colocada em todos os cerca de 16 mil kits da rede municipal”, afirmou.
De acordo com ele, as reclamações se concentraram em duas unidades escolares e envolveram um lote específico do produto.
“No dia da distribuição, tivemos a informação de algumas mães que estavam percebendo um cheiro diferente na carne. Essas ocorrências foram pontuais e concentradas em um determinado lote”, explicou.
Diante dos relatos, a Prefeitura notificou os fornecedores e acionou os órgãos de fiscalização.
“A montagem dos kits ocorre por meio de processo licitatório e, no mesmo momento, nós notificamos os fornecedores para que viessem até Botucatu fazer a checagem de todos os produtos. A Vigilância Sanitária do município coletou amostras dessas carnes e enviou ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, para a realização dos testes necessários”, disse.
O prefeito também informou que a Secretaria Municipal de Educação registrou boletim de ocorrência para apuração do caso.
“Abrimos um boletim de ocorrência para que, se for comprovado algum tipo de irregularidade no produto, possamos acionar juridicamente os fornecedores. Esse é um rito que faz parte da execução contratual”, destacou.
Fábio Leite ressaltou que, até o momento, não há confirmação de falha por parte da empresa fornecedora. “Não é possível afirmar ainda que houve erro do fornecedor. Algumas amostras estão em análise e a própria Polícia Civil, que foi acionada por nós, também acompanha essa apuração”, afirmou.
Ele negou que o problema esteja relacionado à validade dos alimentos. Todos os produtos foram checados quanto à data de fabricação, embalagem e validade. Isso não foi o problema, segundo o Prefeito.
Mesmo sem a confirmação de irregularidade, a Prefeitura decidiu substituir os produtos sempre que houve questionamento por parte das famílias.
“Em nome da segurança alimentar da nossa rede, orientamos que qualquer alteração de odor ou coloração fosse comunicada. Quando isso aconteceu, a carne foi substituída imediatamente nas escolas”, concluiu.
As análises laboratoriais ainda estão em andamento. Caso seja constatada alguma irregularidade, a Prefeitura informou que adotará as medidas administrativas e jurídicas cabíveis contra o fornecedor.
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