‘Operação Viva Verão’ e Corpo de Bombeiros dão dicas para a prevenção de afogamentos nessa época

 

Celestino dá treinamento para salvar vítimas de afogamento (Foto: Guilherme Dorini)

Você sabia que o afogamento é a segunda (de 1 a 9 anos), a terceira (de 10 a 19 anos) e, também, a quarta (de 20 a 25 anos) causa de óbitos no Brasil? Segundo a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), dezessete pessoas morrem afogadas no Brasil diariamente. No Estado de São Paulo, por dia, dois brasileiros morrem por esse motivo.

Em 2016, na cidade de Botucatu, não houve registro de ocorrências de afogamentos e a expectativa do Corpo de Bombeiros do município é que no ano de 2017 não seja diferente. E, para continuar dessa forma, os bombeiros já treinados para todos os tipos de situações, dão algumas dicas para evitar este tipo de incidente e garantir a segurança com a “Operação Viva Verão” para as escolas e toda a população botucatuense.

De acordo com o Primeiro Sargento da PM, Claudemir Celestino de Jesus, do Corpo de Bombeiros da cidade, os pais devem ter muito cuidado com as crianças tanto nas praias e, até mesmo nas próprias piscinas em suas casas. “A atenção tem que ser 100% dos pais. Nunca podem deixar uma criança sozinha na beira das piscinas e o máximo que os pais devem se afastar dos pequenos é a distância de um braço, ou seja, não pode se afastar”, disse ele.

Bombeiro em treinamento usando o flutuador na vítima (Guilherme Dorini)

Segundo Celestino, algumas dicas importantes são fazer uma proteção em volta da piscina e não usar boias de braço nas crianças. “A proteção pode ser um cercado que tenha uma boa resistência com coberturas. Quanto as boias, elas podem se soltar ou murchar e a criança afundar na água. Vemos muito em parques aquáticos os pais que colocam essas boias nas crianças e as deixam mais à vontade, isso não deve ser feito”, completa.

Também não é recomendável brincar com colchões infláveis e, até mesmo, as boias de pneu de caminhão com as crianças. Conforme Celestino explica, esses brinquedos dão uma falsa sensação de segurança e elas poderão cair e se afogar.

Em lugares mais afastados que não tem um suporte profissional tão ágil como nas cachoeiras, ele também dá algumas dicas essenciais como verificar a previsão do tempo na internet antes, conhecer a trilha para não se perder no local.

Bombeiro observando o treinamento de seus companheiros (Guilherme Dorini)

“Chegando no local, é importante saber como é a parte de cima da cachoeira, para não ter o perigo de existir pedras soltas que possam cair na cabeça. Também é de extrema importância conferir a profundidade pois tanto o raso quanto o fundo são perigosos. Se for fundo, a pessoa pode se afogar e se for raso, tem o perigo na hora do salto, de pé ou, até mesmo de cabeça, podendo fraturar a cervical”, acrescenta Celestino.

Caso você esteja com amigos na cachoeira nesse verão, o profissional dá algumas dicas para ajudar se caso alguém se afogar. A primeira delas é nunca fazer o contato corpo a corpo e ligar o quanto antes para os bombeiros no telefone 193. “O ideal é utilizar um objeto flutuante entre o socorrista e a vítima. Por exemplo, como a pessoa não tem um flutuador como temos na corporação, é possível improvisar uma garrafa pet, tampa de isopor da caixa de alimentos e bebidas, um galho, uma corda e, até mesmo um coco. Então sempre fornecer primeiro a flutuação da vítima de afogamento”, finaliza o sargento do Corpo de Bombeiros.

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