O que se comemora na Páscoa? Entenda os vários significados

 

A Páscoa tem significados diferentes dependendo da cultura e da época. Antes de estar associada à figura de Jesus, a festa marcava a transição entre inverno e primavera, no hemisfério norte. A ideia incorporada à data é a de passagem de uma época de escuridão e frio para uma fase de luz e vida.

Aliás, a palavra “páscoa” (“peschad”, em hebreu; “paskha”, em grego e “pache”, em latim) significa exatamente “passagem”.

Ao longo da história, a celebração foi ganhando conceitos, símbolos e festejos de acordo com o costume de cada povo. Conheça algumas tradições:

Judeus – Páscoa, na tradição judaica, é o nome dado ao sacrifício executado nos dias que antecedem a Festa dos Pães Ázimos (pão ázimo quer dizer pão sem fermento). A data lembra a libertação do povo de Israel do Egito, história contada na bíblia no livro chamado Êxodo.

Cristãos – A festa cristã tem origem na festa judaica, mas agregou um novo valor além da libertação do povo de Israel, que é a ressurreição de Cristo. Para os cristãos, Jesus morreu crucificado, na véspera da festa da Páscoa judaica, e ressuscitou dos mortos três dias depois. Essa é a maior festa para os fiéis porque marca a libertação da humanidade do pecado em troca do sacrifício de Jesus, o “cordeiro de Deus”.

Povos pagãos – Na Idade Média, os antigos povos pagãos da Europa festejavam, nesta época, a deusa Ostera, ou Esther. (Em inglês, o nome é Easter, quer dizer Páscoa). Ostera (ou Ostara) é a Deusa da Primavera. Na sua imagem, ela carrega um ovo e tem um coelho pulando nos pés. Na mitologia grega, ela é equivalente à Persephone e na mitologia romana é Ceres. Era tradição desses povos decorar e presentear os amigos com ovos nessa época.

O cristianismo é a religião mais comum no Brasil (87% da população, segundo o Censo 2010) e várias festividades cristãs também são celebradas pelos seguidores de outras crenças, como Umbanda e Espiritismo. No entanto, a Páscoa não é celebrada como uma data especial pelos seus praticantes.

Símbolos

Cruz: simboliza a vitória de Jesus sobre a morte

Pão e vinho: representa a vida eterna de Jesus. (Em sua última ceia, Jesus ofereceu pão e vinho aos discípulos enfatizando que o pão era o seu corpo e o vinho era o seu sangue).

Cordeiro: simboliza Jesus Cristo por ter se sacrificado em prol do seu rebanho.

Óleos santos: simboliza o Espírito Santo e são representados pelos óleos sacramentais utilizados no batismo, crisma e em unções de enfermos abençoados por bispos e sacerdotes durante a Missa do Crisma que ocorre na Quinta-feira Santa.

Água: utilizada no Sábado Santo, simboliza a pureza e a renovação de Cristo.

Coelhos: símbolo da fertilidade. Está associado a capacidade que a Igreja tem de produzir novos discípulos e espalhar a mensagem de Cristo.

Ovos de Páscoa: simbolizam o nascimento para uma nova vida já que os cristãos do Oriente foram os primeiros a dar ovos coloridos na Páscoa com essa intenção.

Fonte: Agência Brasil e Central Cultura