Nutrição é tema de simpósio no Hospital das Clínicas de Botucatu

A relação com os alimentos, as dietas da moda e os fatores influenciam na fome foram alguns dos temas debatidos durante o 2º Simpósio de Nutrição do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB), vinculado à Universidade Estadual Paulista (Unesp).

O evento foi promovido neste mês pelo Serviço Técnico de Nutrição e Dietética (STND) e pelo Núcleo de Eventos Científicos do Departamento de Gestão de Atividades Acadêmicas (DGAA), na Faculdade de Medicina de Botucatu.

De acordo com a gerente multiprofissional do HCFMB, Cristiane Lara Mendes-Chiloff, a capacitação representou mais um marco para o Serviço de Nutrição e Dietética. “Quero parabenizar o STND pela busca constante em relação ao aprimoramento da atuação na assistência e no ensino, sempre preocupado com o papel no processo de humanização do hospital”, ressalta.

Atualização

Marina Nogueira Berbel Bufarah, diretora do STND, afirmou que o objetivo do evento foi a divulgação de conhecimentos e atualização dos profissionais do segmento. O principal público-alvo foi de estudantes da graduação, nutricionistas que estão se especializando em diversas áreas clínicas e aqueles que já atuam no mercado de trabalho. “Sabemos que, para uma assistência de qualidade, é indispensável conciliar a atualização constante de conhecimentos, comprometimento, dedicação profissional e atuação humanizada no ambiente de trabalho”, afirma.

A palestra com a professora Silvia Justina Papini abordou aspectos da nutrição como um “instrumento de vida”. Foram colocados fatores que regulam a fome, os hormônios que controlam a saciedade e a influência exercida pelo estresse dos dias atuais na necessidade de as pessoas em obterem energia por meio dos alimentos.

A nutricionista Luciana Maria Fioretto Jorge, que atua no Centro de Atenção Integral à Saúde (CAIS) Professor Cantídio de Moura Campos, explicou sobre a atuação dos especialistas da sua área no campo da psiquiatria. A palestrante mencionou a interferência dos psicofármacos na avaliação nutricional do paciente psiquiátrico.

Debates

Outro tema abordado no evento está ligado às plantas alimentícias não-convencionais (PANCs), que podem ser consumidas por seres humanos, inclusive com ações terapêuticas promissoras, apesar de ainda serem necessários estudos mais aprofundados sobre esses feitos à saúde. Segundo a professora Milene Peron Losilla, nem toda planta que nasce espontaneamente é comestível. “Muitas são medicinais, mas não podem ser consumidas”, alerta.

Transtornos Alimentares e nutrição esportiva também foram abordados nas discussões. Já a nutricionista Daniela Regina Pigoli destacou assuntos polêmicos, como as dietas da moda, com ênfase para o jejum intermitente e as restrições alimentares chamadas de “low carb”. “É preciso sempre avaliar a necessidade do paciente e se existem alternativas”, pondera a especialista, lembrando que há muitas orientações equivocadas divulgadas pelos meios de comunicação.

Fonte: Portal do Governo SP