Nova reforma do Imposto de Renda entra em vigor e amplia isenção para quem ganha até R$ 5 mil

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Nova reforma do Imposto de Renda entra em vigor e amplia isenção para quem ganha até R$ 5 mil 02 janeiro 2026

Mudança que já começou a valer em janeiro, beneficia cerca de 15 milhões de brasileiros e aumenta tributação para altas rendas e dividendos.

Sancionada em novembro, a reforma do Imposto de Renda (IR) entrou em vigor nesta quinta-feira (1º), trazendo mudanças significativas para trabalhadores, investidores e contribuintes de alta renda. A principal novidade é a ampliação da faixa de isenção, que passa a beneficiar cerca de 15 milhões de brasileiros que ganham até R$ 5 mil por mês.

Pelo novo modelo, trabalhadores com renda mensal de até R$ 5.000 ficam totalmente isentos do pagamento do Imposto de Renda. Atualmente, a isenção alcança apenas quem recebe até dois salários mínimos, o equivalente a R$ 3.036. Segundo o governo federal, a medida representa uma renúncia fiscal estimada em R$ 25,4 bilhões.

Além da isenção total, a reforma cria uma faixa intermediária de alívio tributário. Quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 por mês terá direito a um desconto parcial no imposto, que diminui gradualmente conforme a renda aumenta. Para salários acima de R$ 7.350, permanece válida a tabela progressiva atual, com alíquotas que chegam a 27,5%.

Na prática, trabalhadores que recebem R$ 5.500 podem ter uma redução de cerca de 75% no imposto mensal. Já quem ganha R$ 6.500 pode economizar aproximadamente R$ 1.470 por ano, enquanto salários de R$ 7.000 têm economia estimada em R$ 600 anuais. Os valores exatos variam conforme outras rendas e deduções do contribuinte.

As mudanças já impactam o desconto em folha a partir de janeiro. Quem se enquadra na nova isenção ou no desconto parcial deixa de sofrer a retenção integral do IR no salário referente ao mês, pago no fim de janeiro ou início de fevereiro.

Para compensar a perda de arrecadação, a reforma prevê aumento da tributação para quem ganha a partir de R$ 50 mil por mês e para parte das pessoas que recebem dividendos. Segundo o governo, cerca de 141 mil brasileiros passarão a pagar mais Imposto de Renda.

Em relação à declaração do Imposto de Renda Pessoa Física, não há alterações para o documento entregue em 2026, que se refere ao ano-base 2025. As mudanças só serão incorporadas de forma definitiva na declaração de 2027, referente ao ano-base 2026.

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