Na pandemia, residentes FMVZ colaboram com Vigilância Sanitária

urante a pandemia da Covid-19, médicos veterinários residentes do Programa de Residência em Área Profissional da Saúde da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Unesp estão atuando em parceria com a Vigilância Sanitária (VISA) de Botucatu, em atividades de orientação e informação sobre boas práticas na fabricação de alimentos a funcionários e proprietários de estabelecimentos que manipulam alimentos no município.

A atividade é fruto da parceria entre a FMVZ/Unesp, Secretaria Municipal de Saúde e Grupo de Vigilância Sanitária (GVS) XVI, vinculado ao Sistema Estadual da Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo. O objetivo é orientar e informar os funcionários de estabelecimentos que fabricam e manipulam alimentos sobre as formas de evitar a contaminação dos alimentos com o novo coronavírus.

Em uma primeira etapa do trabalho, os residentes estão visitando, juntamente com as equipes da Secretaria da Saúde e GVS, mercados e pequenos comércios que produzem alimentos. Em seguida as atividades serão dirigidas aos restaurantes e demais estabelecimentos que preparam alimentos para “delivery”. Estas atividades são supervisionadas pela chefe da Vigilância Sanitária do município, Rosana Minharro e pela médica veterinária Giselle Paz.

“Estamos reforçando a importância da higienização e do uso correto da máscara”, diz Giselle Paz. “Os residentes estão nos ajudando bastante, pois são profissionais qualificados, que atuam junto ao Departamento de Higiene Veterinária e Saúde Pública da FMVZ, então eles já têm um olhar especial para a prevenção. O fato deles serem bem preparados facilita para transmitirmos as informações para nosso público alvo. Além disso, com o auxílio dos residentes, ao lado do pessoal da Vigilância do Estado e do município, estamos conseguindo abranger mais estabelecimentos a cada dia”.

A residente Gabrielle Miodutzki ressaltou a importância dessa experiência para sua formação.  “Estamos muito acostumados a trabalhar dentro dos laboratórios e vir a campo nessa linha de frente ao lado da Vigilância Sanitária está sendo uma oportunidade para exercitar nossa capacidade e aprimorar o modo de passar as informações técnicas de uma maneira que os trabalhadores do setor compreendam”. Sua colega Dayane Zanini complementa: “Cada local tem sua forma específica de trabalhar e é um bom aprendizado tentarmos nos adaptar para abordar os temas que precisamos transmitir e colaborar nessa prevenção”.

O professor Cassiano Victória, coordenador do Conselho de Residência da FMVZ, destaca a importância da colaboração dos residentes nessas atividades. “A inspeção de alimentos de origem animal é de atribuição exclusiva do médico veterinário, e isto se reveste de uma enorme importância, especialmente no momento que vivemos, em que muitas pessoas estão comprando alimentos já prontos para o consumo, em razão da quarentena instituída para o controle do coronavírus. Neste contexto, os residentes da FMVZ tem um papel fundamental no processo de orientação e educação sanitária aos manipuladores de alimentos para evitar a propagação do vírus pelo consumo de tais alimentos”.

Os residentes da FMVZ/Unesp também estão atuando junto ao Núcleo Interno de Regulação (NIR) do Hospital das Clínicas e da Faculdade de Medicina, com o objetivo de auxiliar na regulação de vagas para pacientes com suspeita de coronavírus (ver aqui), além de serem responsáveis por um canal telefônico para elucidar dúvidas sobre a relação entre animais, coronavírus e os seres humanos, pelo telefone (14) 3880-2600.

Manuela Agostinho, residente do primeiro ano da Anestesiologia Veterinária na FMVZ, é uma das residentes que estão atuando no Hospital das Clínicas durante a pandemia. Ela falou sobre o engajamento dos residentes em ações para combate e prevenção do coronavírus. “Nenhum de nós esperava viver isso, estávamos acostumados a realizar as nossas funções e cuidar dos nossos pacientes, mas isso não era mais uma opção. Tivemos que pensar em novas formas de atuação, juntos. Conforme as ideias foram surgindo, ficamos cada vez mais engajados nas ações propostas, porque sabíamos da importância da nossa ajuda. O aprendizado durante um momento crítico como esse é gigantesco, nos tornamos um grupo muito mais unido, e com toda certeza está sendo uma experiência que vai ficar marcada na vida de todos nós”.