Médico Sebastião Schmidt recebe título de cidadão botucatuense

Sebastião Camargo Schmidt Filho nasceu em Araras, SP, em 8 de fevereiro de 1943 e lá passou toda a infância e adolescência. É o filho temporão de Sebastião Camargo Schmidt e de Maria José Haydea Camargo Schmidt e tem três irmãos: Orley, Hayse e Myriam.

O homenageado sempre foi muito ativo. Nas em escolas públicas em que estudou foi presidente do Grêmio Estudantil e do Clube de Português, fez teatro e cinema, coordenou a fanfarra e, no tempo do mimeógrafo, editou o jornal do Grêmio. Também participava nos esportes: basquete no juvenil da Associação Atlética Ararense, futebol de salão, judô e karatê. E foi, ainda, escoteiro e monitor da Patrulha do Lobo.

Conheceu Botucatu em 1960, quando realizou o curso de piloto civil e trouxe uma aeronave na Neiva para revisão. Sempre sonhou ser médico, mas na época a faculdade mais prestigiada era da USP em Ribeirão Preto e em 1963 nem prestou a prova para a então FCMBB. No ano seguinte, após terem feito sua inscrição por procuração, fez vestibular e foi aprovado em Botucatu.

Aqui já conhecia vários colegas da segunda turma da faculdade, pois tinham estudado juntos nos cursinhos Nove de julho, em São Paulo, e César Lattes, em Ribeirão Preto. Assim, acabou sendo eleito representante de classe, o que lhe valeu a primeira entrevista no DOPS de São Paulo, por ter assumido cargo de direção no Centro Acadêmico “Pirajá da Silva” da FCMBB. Ainda em 1964, participou da diretoria social do CAPS e ajudou a promover o baile do suéter, baile do bicho, baile do Havaí (que depois se tornaria o tradicional baile do Caribe da AAB), brincadeiras dançantes e outras atividades no antigo Clube 24 de Maio. Também foi Diretor Social do Centro Cívico da Vila dos Lavradores e coordenador da Campanha de Higiene e Alfabetização do Município de Botucatu. Participou ativamente do Movimento de Ação Social dos Universitários Botucatuenses, do programa de rádio Acadêmicos no Ar, do Cinema de Arte, do Grupo Acadêmico de Teatro Amador, da Operação Andarilho e da Operação Denúncia, movimentos universitários que marcaram a história da FCMBB.

Ainda durante a universidade, por três anos fez plantões aos finais de semana na Casa Maternal “Leonor Mendes de Barros”, na Penha, em São Paulo, onde escolheu sua especialidade. Formado foi para Ribeirão Preto cursar residência médica em Ginecologia e Obstetrícia. Trabalhou por dois anos no Hospital da CESP em Ilha Solteira e, junto ao Departamento de Medicina Preventiva, elaborou o Curso de Gestantes naquele hospital.

Em 1969, Schmidt se casou com a botucatuense Marlene Pires de Campos, com quem teve três filhos: Mariana, Sebastião Neto e Max.

Em 1972 prestou concurso na FCMBB e foi contratado para organizar a área de Ginecologia e Obstetrícia do Centro de Saúde Escola da Vila dos Lavradores, onde permaneceu por 14 anos. Desde então, também atuou em sua clínica particular, como cooperado da Unimed, onde foi vice-presidente em 1973 e 1974 e exerceu também outros cargos. Foi chefe do departamento de Ginecologia da Unimed e da Misericórdia Botucatuense por várias gestões e Diretor Clínico da Misericórdia Botucatuense por oito anos. Atuou em todos os cargos da Associação Paulista de Medicina, tendo sido presidente por três gestões. Schmidt também foi delegado da Associação Paulista de Medicina, da Associação Médica Brasileira, da Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo e membro fundador da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida.

Fora da área acadêmica também escreveu história, como quando reativou a Banda do Colégio La Salle em sua passagem pela diretoria da Associação de Pais e Mestres do colégio. Foi Diretor Social do Botucatu Tênis Clube por três gestões e escreveu dois livros de memórias (“A Arte de Lembrar”, em 2005, e “Encontro”, em 2013, este junto com outros colegas médicos).

Em 49 anos de profissão, “dr. Schmidt” realizou mais de mil partos. Depois de ter ficado viúvo casou-se com Queli e tem um filho-enteado com 18 anos, o Arthur.