Mário Ielo e ADEFIB são condenados pelo Tribunal de Contas por repasse irregular em 2007

O Tribunal de Contas do Estado condenou no mês de março a ADEFIB (Associação dos Deficientes Físicos de Botucatu) e o ex-Prefeito Mário Ielo por repasses irregulares ao terceiro setor. O fato ocorreu no ano de 2007.

O ressarcimento que deverá ser feito pela ADEFIB é de R$ 3,6 milhões, correspondendo ao montante de contrato em valores atualizados. Ao ex-prefeito de Botucatu coube a multa no valor de 160 Ufesp (R$ 4,244 mil).

Em 2007 a ADEFIB era presidida por Antonio José Camargo Fortes. Na oportunidade, a Prefeitura de Botucatu comandada por Ielo, contratou a Associação dos Deficientes Físicos de Botucatu para a prestação de serviços na Saúde. As funções envolviam gerenciar os postos de saúde de família e contratação da maioria dos funcionários.

Com a rescisão do contrato, os funcionários da ADEFIB foram recontratados pela fundação UNI, que passou a gerir os serviços de saúde do município posteriormente. O Tribunal de Contas entendeu que tal serviço não era de competência da ADEFIB.

A reportagem procurou a ADEFIB e a entidade disse que irá se pronunciar apenas após reunião com seu departamento jurídico.

Já o ex-Prefeito de Botucatu se posicionou através de uma nota enviada ao Acontece Botucatu nesta tarde de sexta-feira, onde contesta os fatos; confira.

“Esta é uma decisão rotineira do Tribunal de Contas, apreciado em 1° voto, que cabe recurso.
1. Não fui condenado, e sim MULTADO.
2. Os valores desta multa de 160 UFESP vão para a conta do TCE, órgão que me multou.
3. O convênio 3,6 milhões NÃO foi considerado irregular, e sim alguns gastos realizados pela entidade no valor aproximado de 100 mil reais.
4. Como foi uma decisão em 1° voto pelo conselheiro do TCE, após 12 anos, cabe recurso e explicações destas despesas apontadas. Até porque a prestação de contas da entidade foram aprovadas pelos técnicos da administração e pelo Conselho Municipal de Saúde”, diz a nota de Mário Ielo.

*Notícia atualizada às 16h12