Governo de SP deve endurecer medidas em todo estado ainda esta semana

O Governador de SP João Doria coordenou uma videoconferência com mais de 600 Prefeitos na tarde desta terça-feira (2) para debater novas ações conjuntas de enfrentamento ao coronavírus. O recrudescimento da pandemia levou o Governo de São Paulo e as Prefeituras a uma eventual aplicação de medidas mais restritivas em todos os 645 municípios do estado.

A reunião online teve a participação de 618 Prefeitos e Prefeitas, além dos Secretários de Estado Marco Vinholi (Desenvolvimento Regional), Jean Gorintcheyn (Saúde) e Patricia Ellen (Desenvolvimento Econômico) e os Coordenadores do Centro de Contingência, Paulo Menezes e João Gabbardo.

O Governador disse que a situação atual no estado é alarmante e que Estado e Prefeituras precisam de ações coordenadas para preservar vidas e reduzir a pressão sobre a capacidade hospitalar do SUS e também de hospitais privados.

Segundo divulgado pela CNN Brasil, entre as ações propostas, estão a classificação de todo o estado na fase vermelha por 14 dias e um toque de restrição com início mais cedo, a partir das 20h ou 21h.

Houve consenso durante o evento de que, se o estado decretar restrições mais severas, os municípios irão cumpri-las. Prefeitos de 617 cidades paulistas participaram do encontro.

Haverá outra reunião para continuar a discussão nesta quarta (3). Atualmente, seis das 17 regiões do estado estão classificadas na fase vermelha e o toque de restrição vai das 23h às 5h.

O Presidente da APM (Associação Paulista de Municípios), Fred Guidone, formalizou em carta o apoio “às medidas estruturais de combate à pandemia adotadas pelo Plano SP” e reconheceu o “esforço de Governador e Prefeitos” no enfrentamento da crise sanitária. A APM também ressaltou a “inércia do Governo Federal em adotar atitudes eficazes e ações eficientes em âmbito nacional”.

O Governo do Estado reforçou aos Prefeitos que São Paulo possui 7.415 pacientes internados em UTIs, número recorde desde o início da pandemia. “Se não aplicarmos medidas mais restritivas, teremos onze dias até um colapso em nosso sistema de atendimento hospitalar”, disse o Secretário da Saúde.