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Trânsito em Botucatu

Botucatu tem 100.364 mil veículos para 145 mil habitantes (Arquivo Acontece Botucatu)

Que Botucatu tem um trânsito complicado, todo mundo sabe. A cada dia que passa surgem mais reclamações pelos mais diversos motivos, como falta de educação, vias apertadas e não muito bem conservadas, entre outros. Mas talvez um fator seja determinante para essa sensação de piora durante os anos, o aumento da frota.

O Acontece Botucatu fez uma consulta ao DENATRAN sobre as estatísticas de nossa cidade em todas as categorias de veículos e os números chegam a espantar, se levarmos em conta que a cidade pouco evoluiu em sua estrutura viária. Nos últimos 20 anos a frota de veículos subiu mais de 150%.

Hoje nossa frota, contando todas as categorias, é de 100 mil e 364 veículos. Os dados foram contabilizados até fevereiro de 2019 pelo DENATRAN. Em 1998, por exemplo, tínhamos menos de 40 mil veículos no mesmo período.

É válido destacar que a frota de veículos muda constantemente, pois, da mesma forma que veículos zero km ou vindo de outras localidades são incorporados, alguns são transferidos do município/Estado de São Paulo para outras localidades.

A frota é composta da seguinte forma com as principais categorias de veículos:

Total de veículos 100.364

Carros – 62.097

Caminhões – 1878

Tratores – 365

Caminhonetes – 7.646

Motocicletas – 16.534

Ônibus – 476

Utilitários – 761

Dante Delmanto sofre com aumento da frota e pouca estrutura

A frota quase triplicou em 20 anos, mas a estrutura viária de Botucatu pouco mudou. As obras mais expressivas nesse período foram a duplicação das Rodovias Domingos Sartori e Antônio Butgnoli, que ligam Botucatu à Rubião Junior.

Considerado ponto nevrálgico do trânsito em Botucatu, a ligação área central e região norte teve apenas o alargamento do viaduto na Major Matheus como alternativa. Essa área concentra bairros populosos como a Vila dos Lavradores. O viaduto que vai ligar os bairros Jardim Cristina e Jardim Paraíso é uma esperança para desafogar o fluxo dessa região.

Outro ponto crítico é a Avenida Dante Delmanto. Em horários de pico recebe o fluxo da Antônio Butignoli na volta da Unesp e Marechal Rondon. O comércio ali cresceu, o número de alunos, funcionários e pacientes da Unesp aumentou e a via pouco apresentou de alternativas nas últimas duas décadas.

Esses são apenas alguns exemplos de uma cidade que pouco foi estimulada para se expandir nos últimos anos. Apenas entre 2012 e 2014 houve demanda para a extensa área que margeia a Rodovia João Hipólito Martins, com as construções do Fórum e Shopping Botucatu respectivamente.

 

 

 

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