FMB/Unesp e Harvard Medical School avançam em pesquisas em colaboração

Marcos Montanha (FMB), prof. Ross Berkowitz (HMS) e profª Izildinha Maestá (FMB)

Uma década de avanço científico e assistencial. Assim pode ser resumida a atuação da Rede de Pesquisa entre o Centro de Doenças Trofoblásticas de Botucatu – Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB/Unesp) e o New England Trophoblastic Disease Center, da Harvard Medical School (HMS).

Professora Izildinha Maestá, do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da FMB, idealizadora da parceria, elenca os benefícios do intercâmbio nestes dez anos:

“Para pesquisa, houve aumento do número de publicações em colaboração e aumento significativo das citações dos nossos trabalhos por outros autores, nacionais e internacionais. Isto fica claro no Medscape Ranking, que mediu o número de publicações em doença trofoblástica gestacional nos últimos dez anos, nossos trabalhos ficaram na 9ª posição, junto com os dez maiores especialistas do mundo em doenças trofoblásticas. Para o ensino, principalmente para pós-graduandos, mobilidade internacional com aumento da qualidade da produção científica dos trabalhos de tese e aumento do impacto das publicações. Para assistência às pacientes com doenças trofoblásticas, atualização do tratamento quimioterápico, que é a primeira escolha de tratamento desta rara doença da placenta, promovendo a recuperação da saúde com qualidade de vida”.

De acordo com a docente, a participação em Congressos internacionais da área e apresentação de trabalhos produzidos pelo Centro de Doenças Trofoblásticas promoveu o início do intercâmbio científico com a equipe do New England TDC para desenvolvimento de pesquisas em colaboração.

“Vários diálogos foram estabelecidos com o professor Ross Berkowitz, diretor do New England Trophoblastic Disease Center, apresentando meu interesse em conhecer o New England TDC e desenvolver pesquisas em colaboração para publicações em revistas de alto impacto. Interessante lembrar que o Professor Ross Berkowitz aceitou a coautoria em nossos trabalhos de doenças trofoblásticas, mesmo antes da minha visita para desenvolvimento de pesquisas no New England TDC”, explica professora Izildinha.

“Importante enfatizar que tanto o Centro de Doenças Trofoblásticas de Botucatu/FMB como o New England Trophoblastic Disease Center/HMS acreditam que a qualidade da assistência às pacientes conduz à qualidade da ciência. O trabalho em cooperação aumenta a visibilidade para ambas as instituições”, finaliza professora Izildinha.

FMB/Unesp