15 janeiro 2026
Em entrevista à Prever FM (100.9), Prefeito Fábio Leite disse que a Prefeitura deve abrir manifestação de interesse para avaliar possível transferência do terminal para fora da região central.

A Prefeitura de Botucatu estuda a transferência da Rodoviária Municipal para um novo local, fora da região central da cidade. A informação foi confirmada pelo prefeito Fábio Leite nesta quinta-feira (15) em entrevista à Prever FM, ao comentar os próximos passos do município na área de mobilidade urbana.
Segundo o prefeito, a administração pretende lançar ainda no mês de fevereiro uma manifestação de interesse voltada ao mercado, primeira etapa para avaliar a viabilidade de uma concessão ou parceria público-privada (PPP) para a construção e operação de um novo terminal rodoviário.
“Nós estamos abrindo também uma concessão, uma parceria público-privada, cuja primeira etapa é a manifestação de interesse. A ideia é estudar, através de uma concessão, a retirada da rodoviária desse local, transferindo para um eixo mais fora do centro da cidade, possivelmente mais próximo das rodovias que cercam Botucatu”, afirmou.
De acordo com Fábio Leite, o edital deve convidar empresas e interessados a apresentarem estudos técnicos que irão embasar a decisão sobre a viabilidade econômica, o porte do investimento e a localização mais adequada para um novo terminal.
“É aquela etapa em que a gente diz para o mercado: queremos estudar alternativas para a rodoviária, quem quer apresentar os estudos. A gente deve lançar esse edital ainda no mês de fevereiro”, disse.
Entre as possibilidades iniciais citadas está a região do entroncamento entre a Rodovia Castelinho e a Rodovia Marechal Rondon, considerada estratégica para o acesso de linhas intermunicipais e interestaduais.
“Intuitivamente, pela lógica, esse eixo, a proximidade do entroncamento entre a Castelinho e a Marechal Rondon, nos diz que é um bom trecho rodoviário para acesso a novas linhas de ônibus. Mas tudo isso faz parte dessa etapa de estudos”, ponderou o prefeito.
Fábio Leite também destacou que a atual localização da rodoviária apresenta limitações operacionais. Segundo ele, algumas linhas de longa distância deixam de entrar na cidade por dificuldades logísticas, o que obriga passageiros a se deslocarem até municípios ou pontos fora do perímetro urbano para embarque.
“Hoje nós temos linhas que não entram na cidade. Alguns moradores precisam ir até locais da região para pegar ônibus, porque empresas se recusam a passar pelo centro. No passado, as rodoviárias eram concebidas no centro pela facilidade de acesso, mas a logística mudou, o porte dos ônibus mudou”, afirmou.
O prefeito ressaltou que qualquer eventual mudança precisará garantir acesso da população ao novo terminal, com integração ao transporte coletivo urbano, além de opções como veículos por aplicativo.
“Além da escolha do local, é fundamental facilitar o acesso da população, com linhas de transporte coletivo, aplicativos e toda a estrutura necessária. Tudo isso faz parte do estudo que a gente começa agora em fevereiro”, concluiu.
A Prefeitura informou que, após a fase de manifestação de interesse e a análise dos estudos apresentados, o município decidirá se há viabilidade para avançar com a concessão e a eventual construção de uma nova rodoviária em Botucatu.
O que pode ocupar o espaço da atual rodoviária
Durante a entrevista, o prefeito comentou de forma preliminar sobre possíveis usos da área onde hoje funciona a rodoviária, caso a transferência do terminal se confirme. Segundo ele, a discussão ainda depende diretamente do resultado dos estudos técnicos e da viabilidade do projeto.
“Ainda não chegamos nessa etapa. Existem algumas teses que precisam ser estudadas. Tudo isso ainda é muito precoce, muito em tese”, afirmou.
Entre as alternativas citadas está a implantação de um terminal urbano voltado ao transporte coletivo municipal ou a criação de um parque alagável, conceito adotado em outras cidades. De acordo com Fábio Leite, a região concentra grande volume de drenagem de águas pluviais, o que favoreceria esse tipo de projeto.
“É uma das regiões que mais drenam a água em Botucatu. Existe a possibilidade de ser um parque alagável, que funciona como um grande pulmão: em períodos de chuva ele alaga, em períodos de seca se transforma em parque”, explicou.
Outras hipóteses também poderão ser avaliadas futuramente, como a destinação do espaço para serviços públicos, secretarias ou equipamentos de atendimento à população.
Segundo o prefeito, o foco neste momento é responder às questões centrais: se existe um local mais adequado para a rodoviária e se o projeto é viável do ponto de vista logístico, econômico, financeiro e jurídico.
Compartilhe esta notícia“A primeira pergunta é se há logisticamente um outro local mais interessante. A segunda é a viabilidade econômica, financeira e jurídica. A partir disso, se o projeto avançar, a gente discute o futuro da área atual. Se não tiver viabilidade, a gente vira essa página”, concluiu.










