Estudantes da FCA/Unesp rejeitam greve em votação realizada nesta semana

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Estudantes da FCA/Unesp rejeitam greve em votação realizada nesta semana 10 junho 2026

Maioria dos alunos votou contra a paralisação; mais de 350 estudantes participaram da consulta

Estudantes da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp de Botucatu participaram de uma votação para definir a posição do corpo discente em relação a uma possível greve estudantil.

Ao todo, 354 alunos participaram da consulta. Segundo o resultado apurado, 190 estudantes votaram contra a greve, enquanto 136 foram favoráveis ao movimento. Outros 12 alunos defenderam apenas a realização de uma paralisação, sem a decretação de greve, e 16 optaram pela abstenção.

Com o resultado, a proposta contrária à greve foi a mais votada entre os participantes da consulta, representando a posição majoritária dos estudantes que participaram do processo.

Após a divulgação da apuração, estudantes registraram manifestações e comemorações relacionadas ao resultado da votação.

A consulta foi realizada em meio às discussões sobre a mobilização estudantil e os impactos de uma eventual paralisação das atividades acadêmicas na unidade.

Outro lado

Por outro lado, na tarde desta terça-feira (9), docentes, estudantes e servidores técnico-administrativos realizaram uma marcha pelas ruas de Botucatu em defesa do movimento de paralisação. A mobilização percorreu a Rua Amando de Barros e foi encerrada na Praça Paratodos.

Nas últimas semanas, o Acontece Botucatu acompanhou e divulgou assembleias e reuniões promovidas por grupos favoráveis à paralisação. Entre as mobilizações já registradas está a assembleia realizada em 2 de junho, quando docentes da Unesp de Botucatu aprovaram adesão ao movimento grevista e cobraram a retomada do diálogo com a Reitoria da universidade e com o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp).

Segundo divulgado à época, o movimento contava inicialmente com a adesão de 51 professores e também manifestava apoio às reivindicações apresentadas por estudantes e servidores técnico-administrativos.

As mobilizações ocorrem em meio às negociações da data-base de 2026 das universidades estaduais paulistas e envolvem pautas relacionadas ao financiamento das instituições, contratação de pessoal e ampliação das políticas de permanência estudantil.

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