Curso de Direito da ITE Botucatu fará Júri Popular de Ana Rosa nesta terça, 16

 

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Anna Rosa é uma das figuras mais emblemáticas de Botucatu, embora não seja filha da terra. Ela morreu em 1885 no bairro do Lavapés e sua história a fez virar uma figura quase santificada, sendo que inúmeros milagres foram atribuídos à jovem.

Anna Rosa foi assassinada após uma emboscada planejada por seu marido o truculento, apelidado de Chicuta. O crime contou com a participação de dois homens, contratados pelo criminoso para colocar fim na vida da esposa que tinha fugido de sua violência.

E o crime agora terá um Júri Popular, embora que simbólico. A Instituição Toledo de Ensino – ITE Botucatu, através de seu curso de Direito fará no dia 16 de outubro, uma terça-feira, um júri popular para julgar o histórico caso.

O evento será aberto ao público, a partir das 19 horas, no Auditório da ITE Botucatu. Na oportunidade os alunos do 4º ano A enfrentarão os alunos da 4º turma B, entre acusação e defesa. O Dr. Marcus Bachiega, atualmente juiz da 1ª Vara Cível e ex- titular da Vara do Júri, presidirá a atividade.

A história de Ana Rosa

Ana Rosa era casada com Francisco de Carvalho Bastos, conhecido pelo apelido de Chicuta, homem que transportava gado e tinha um ciúme doentio pela esposa. Ele cometia atos de violência moral e física, transformando a vida da mulher em um martírio.

Cansada de sofrer, ela resolveu fugir de casa, em Avaré, e a cavalo, tomou o rumo de Botucatu. Aqui chegando, pediu abrigo na casa de Fortunata Jesuína de Melo, proprietária de um cabaré.

Chicuta, louco por vingança, seguiu o rastro da esposa e em Botucatu contratou dois homens para matá-la. José Antônio da Silva Costa, o Costinha, e Hermenegildo Vieira do Prado, o Minigirdo.

Costinha se fez passar por um bom homem e ofereceu cobertura para Ana Rosa deixar o marido. Mal sabia ela que caminhava para uma cilada mortal. Quando Ana Rosa chegou com Costinha nas proximidades do Rio Lavapés, avistou seu marido e se deu conta da emboscada armada contra ela. A moça pediu a todos os santos para que não a matassem e mesmo assim os assassinos, sem piedade, consumaram o crime, esquartejando-a. Ana Rosa morreu no dia 21 de junho de 1885, com 20 anos de idade. Era nascida no município de Avaré.

Os criminosos foram presos e condenados. Costinha, após cumprir pena, saiu e morreu esmagado quando cortava uma árvore. Minigirdo morreu na prisão, vítima de varíola. Chicuta, em uma tarde de sexta feira, ia voltando da cidade para a fazenda quando sua carroça puxada por bois parou, de forma misteriosa.

Nervoso, batia nos animais, mas o carro não saía do lugar. Ao se deitar no chão para verificar as rodas do carro, os bois seguiram e as rodas separaram sua cabeça do corpo. Para muito foi a vingança de Ana Rosa. A história de Ana Rosa é relatada na música “Ana Rosa” de Carreirinho e gravada em 1957 pela dupla Tião Carreiro e Pardinho. Ouça a música: