Consórcio com empresas de São Paulo apresenta menor preço na licitação para a construção de represa em Botucatu

Acontece Botucatu acompanhou o processo licitatório no site da Sabesp

Foi realizada nesta quinta-feira, dia 04, o processo licitatório para a construção da represa no Rio Pardo em Botucatu. O consórcio que deu um enorme passo para ser o vencedor é formado pelas construtoras DP Barros, Novatec Construções e ETC Empreendimentos.

Essa união de empresas apresentou o menor preço, R$ 44.300.000,000 (quarenta e quatro milhões e trezentos mil reais). Isso, porém, não significa que esse consórcio irá construir a represa, pois essas empresas ainda terão que ser habilitadas.

Os lances tiveram início às 9h54 e o término se deu às 14h36, quando a participante ’02’ anexou o arquivo para habilitação. Os primeiros lances foram superiores aos R$ 62 milhões, valores que foram caindo gradativamente na disputa entre as participantes.

Agora ocorrerá a avaliação de atestados e proposta técnica do consórcio vencedor. Abre-se o prazo para a Interposição de Recursos, que termina às 17h00 do dia 11 de abril.

A licitação ficou a cargo da Sabesp, que no dia 12 de fevereiro oficializou o aditivo que inseriu a obra dentro do contrato em Botucatu. A construção da barragem de água estava orçada inicialmente em R$ 50 milhões e as desapropriações de terra giram na casa dos R$ 7 milhões. Esses valores serão assumidos pela Sabesp.

Aditamento de contrato com a Sabesp

Lembrando que no dia 12 de fevereiro a Sabesp assumiu de forma oficial todo o projeto da represa que será construída no Rio Pardo. A obra deve resolver pelas próximas décadas o problema de abastecimento em Botucatu, evitando que a cidade seja atingida pelas crises hídricas no estado.

Basicamente o adito em contrato vai inserir no cronograma da Sabesp uma obra que não estava incluída no contrato de renovação assinado em junho de 2010, com duração de 30 anos. Vale lembrar que o contrato da Sabesp com o Município foi renovado em 2010, na gestão do então Prefeito João Cury.

O projeto

Barragem será construída em uma área na região da cachoeira Véu de Noiva – Arquivo Acontece Botucatu

Essa barragem iria funcionar como um grande reservatório de água bruta. Dessa maneira, estaria garantido o abastecimento em períodos de estiagem ou crises hídricas, como a vivida em 2014/2015.

A primeira função dessa barragem será de abastecimento público, mas a represa terá múltiplos usos. Ela poderá ter a vazão regularizada para que produtores rurais utilizem a água para suas produções e colheitas, segundo o projeto.

As indústrias também poderiam ser beneficiadas. Assim se evitaria cenários como em 2014, quando a Duratex deixou de produzir durante três dias, pois não tinha água para resfriar suas caldeiras.

A barragem terá uma vazão de 1000 litros por segundo. Isso significa mais que dobrar a capacidade de produção de água de Botucatu mesmo em períodos de crise hídrica. Isso permitiria a utilização para o seu quarto objetivo, o turístico, que poderia gerar renda para o município, como ocorre com as represas Billings e Guarapiranga em São Paulo.